PROVÉRBIOS ÁRABE DO DIA:

"Dança do ventre, é a modalidade de dança que melhor simboliza a essência da criação, onde se agradecia o milagre da vida, louvando, com dança e oração, o prazer, o nascimento e a sensualidade feminina."

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

QUANDO DANÇO - Por Natália Parzanese.



Quando danço ...

Quando danço, meus pés tocam o chão, enquanto minha alma sente o solo.
Quando danço me conecto ao "meu peculiar" universo.
Quando danço, os movimentos correspondem a liberdade da minha alma.
Quando danço reconheço a mim mesma.
Quando danço sinto o toque do amor mais forte, pulsando nas minhas veias que saltam a pele.
Quando danço o suor são lágrimas expulsas da dor da vida.
Quando danço meus músculos se travam, enquanto minha alma se liberta.
Meus pés tocam o chão, mas meu íntimo quem o faz dançar.
E tão forte é meu esforço físico, para que agrade com leveza aos olhos de quem vê.
E quantos são os dias a desafiar, a me desafiar em movimentos novos. E quão gratificante é superar.
Quem dança, encara a vida de uma forma diferente. Quem dança vive a vida em um bailado, às vezes intenso, leve, forte, dramático, romântico, doce ...
Quem dança se redescobre,
descobre. Sejam os pés leigos,profissionais,amantes ... Apenas : Dance !!!
Viva essa liberdade de flutuar como uma criança pura,e inocente ! Dance, Dance, Dance !!!

Massssss ! Ahhhhh aqueles dias ... Os movimentos não acontecem !!!! Mais que grande droga!!! Você olha o espelho, ele te olha ... e ... Errei ! .... Olha, te olha, olha, te olha, olha, te olha ( Arritmia ,suor excessivo,calor ) ... CONSEGUI ! E as nossas fases? Nossas crises ? Eu amo a dança ( Onde quer que esteja, seu pensamento só quer dançar, seja qual for a música é criado um cenário, um sentimento, uma dança ) ... A crise do "tempo parado" ! Do tempo perdido! Do estrelismo,da paixão ... e da rotina ! DESISTIR, RECOMEÇAR, VOLTAR ... Ahhhh dançar !


"Eu danço com o coração,não com a ponta dos meus pés".

Escrito por Natália Parzanese

em 15/06/2012 (com 8 meses de prática de dança do ventre e 2 aulas de dança indiana)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A DANÇA DO VENTRE E A DANÇA INDIANA



                          Por: Jamal Marzuq


Olá “habibas”,
 Vamos falar sobre a Dança Indiana que foi tão vista na novela “Caminhos das Índias” exibida recentemente, bom à dança indiana e a dança do ventre não são iguais em nada, mas por se tratarem de danças exóticas é comum algumas pessoas confundirem as duas danças.
A dança indiana como o próprio nome diz, nasceu na Índia, País asiático onde tem hábitos semelhantes aos países Árabes, eu disse semelhante, e não, iguais.
Ambas as danças (ventre e indiana) tem muito a ver com espiritualidade, pois nasceram não somente como forma de arte e sim com espiritualidade, louvor, alimento para o corpo e a alma, e ambas geralmente praticadas apenas por mulheres.
Falando das diferenças entre ambas, a dança do ventre concentra toda sua atividade no ventre, e a dança indiana concentra mais nos pés, na dança indiana praticamente não se usa o ventre, no máximo leves inclinações de tronco, onde os movimentos são mais lineares e geométricos, diferente da dança do ventre que são movimentos mais arredondados e circulares.
As roupas também tem grandes diferenças, normalmente as roupas de dança indiana são mais volumosas, tendo mais peças e adornos, a mulher dança mais coberta, já na dança do ventre usa-se mais a sensualidade do corpo da mulher, onde as roupas deixam algumas partes do corpo a mostra, mas também são cheias de exuberantes adornos brilhantes e coloridos ( há também na dança do ventre o uso de roupas longas como as de Khalige).
No Brasil a dança indiana ainda é pouco difundida e não tem muitas escolas que a ensinam, já a dança do ventre é mais difundida, e temos hoje no Brasil muitas escolas onde se possa aprendê-la, mas a dança indiana vem ganhando campo e em breve teremos tantas professoras de dança indiana como temos na dança do ventre.
Em ambas danças o maravilhoso é aspirar toda a cultura que elas representam, pois são culturas milenares enigmáticas cheias de misticismo, e espiritualidade, além de uma rica culinária.

Boa danças a todas.

Bailarina foto: Natália Parzanese.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

BAILARINAS E TATUAGENS


                                                   Por: Jamal Marzuq

Uma coisa que percebi, é que hoje é raro ver uma bailarina de dança do ventre sem tatuagens, é uma minoria as que não têm, vou dar minha opinião sobre bailarinas e tatuagens.
Que me desculpe as tradicionalistas, mas acho que a tatuagem veio pra somar, ela somou a dança do ventre e a tornou muito mais encantadora e um detalhe, foi criada no Egito antigo, então podemos imaginar que as bailarinas do Egito antigo usavam se tatuar de forma permanente, por isso nos dias atuais mais e mais bailarinas estão se tatuando, um resgate do passado, como eu bato sempre na mesma tecla, dança do ventre é um resgate de nossos ancestrais, as mulheres de hoje sentem a mesma coisa que as mulheres do passado, são ligadas por um elo através da dança do ventre.

Pesquisando na Wikipédia:
Existem muitas provas arqueológicas que afirmam que tatuagens foram feitas no Egito entre 4000 e 2000 a.C. e também por nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia (maori), tatuavam-se em rituais ligados a religião.
E considerando que se trata de uma dança árabe vejamos o que a religião diz a respeito da tatuagem:


Islamismo:
Tatuagens são proibidas no Sunismo, mas permitidas no Xiismo. Vários muçulmanos sunitas acreditam que se tatuar é um pecado, pois isso envolve em mudar a criação de Alá (Surah 4 Verso 117-120). No entanto existem opiniões diferentes entre os sunitas do porque as tatuagens serem proibidas (fonte: Wikipédia).

Então vimos que a própria religião fica divida nessa questão, mas não estamos aqui pra discutir religião e sim a beleza das tatuagens nas bailarinas de DV. A tatuagem veio pra somar realmente a dança do ventre, as bailarinas, mulheres diferenciadas, ficam ainda mais diferenciadas quando tatuadas, sabemos que cada uma tem um tema, um motivo para se tatuar, ninguém chega do nada e manda tatuar qualquer coisa no corpo, todas tem algo que as faz ter vontade de ter na pele, algumas são movidas por algo incontrolável dentro de si para ter na pele tal tema, é como se já tivesse gravado em sua mente aquilo que deseja ter exposto em seu corpo.
A composição DANÇA, ROUPAS E TATUAGEM, é uma magia, realmente como apreciador das artes eu fico profundamente encantado quando vejo tudo isso aliado, em uma maravilhosa bailarina.



A bailarina Tatuada (Jamal Marzuq)

Vi a fênix vi o dragão, carpas emolduradas, pássaros brincando com borboletas azuladas;
Vi surgir em meio a tudo isso, você, linda bailarina, rodopiante, olhar simpático, totalmente belo;
Os desenhos iam e vinham, ora pulavam, ora dançavam, era sem fim o intenso bailado;
Senti o calor de a grande fênix exalar, as golfadas de fogo do dragão ao ar, me suavizei com a brisa gelada do mar, quando um golfinho vi suavemente passar;
Fui aos céus vendo as mais belas flores em um imenso emaranhado, com suas borboletas a circular, fiquei abismado com os braços marcados, de grandes tribais mesclados;
O sol e lua se encontravam, nos movimentos das costas marcadas, era tanta luz que vinha de si, que minha vista ofuscava;
Bailava bela, minha bailarina, com seus desenhos pregados no corpo, era toda cheia de olhares pra si, pois era ela a mulher que ali estava a mais bela.


Bailarina foto: Vanda Fenner

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ARAKIRINHA: REFRESCÂNCIA PARA O VERÃO



O verão esta chegando, nada melhor que uma bebida refrescante para encarar o calor, vou dar a receita de uma bebida muito fácil de fazer,  que usa o Arak (bebida árabe) como base e foi alterada, ficou simplesmente deliciosa e refrescante, a Arakirinha:

Ingredientes:
100 ml de Arak;
1 litro de água gelada;
3 limões;
1 maço de hortelã fresca;
3 colheres sopa de açúcar refinado;
Cubos de gelo.


Modo de preparo:
Bata a hortelã junto com a água gelada no liquidificador ate triturar bem as folhas, coe e reserve na geladeira ou freezer ate usa-lo, enquanto isso vamos preparar outra parte. Em um recipiente apropriado coloque o açúcar os limões picados e soque bem, acrescente o Arak, pegue o suco de hortelã, e misture tudo, acrescente gelo a vontade e pronto é só se refrescar com essa delicia árabe/brasileira.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A DANÇA DA TERRA



por: Jamal Marzuq

Sabemos que a dança do ventre vem de uma cultura milenar, onde alguns estudos revelam que ela foi criada para a fertilidade da mulher, onde ela busca através dos movimentos um interagir com forças naturais contidas no País onde foi criada.

“A dança do ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C, seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhante a uma serpente  foram registrados no Antigo Egito, Babilônia Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães.” (texto tirado da wikipedia).

O Egito, berço da dança do ventre, tem todo um mundo místico em cima dessa cultura, foi em seu solo a milhares de anos atrás que surgiu a fantástica “dança dos quadris”, a tão amada dança do ventre, e digo amada por que a bailarina que a pratica a ama, é como se fosse uma religião, perguntem a qualquer bailarina do ventre o que a dança significa a ela, tenho certeza que todas dirão a mesma coisa, que a dança é tudo pra elas.

Dançar em solo egípcio deve ser uma experiência única para uma bailarina de DV, acho que todas as bailarinas deveriam colocar seus pezinhos sobre aquele solo, e pegar dele a energia que lá existe, a experiência de dançar em solo egípcio é o limiar de uma bailarina, pois acho que ao andar pelas cidades antigas, sentir o cheiro, o vento, o clima, os sons, o corpo deve responder ao chamado da terra, devem sentir algo dentro de vocês que as rementem ao passado, é como se tudo aquilo fosse algo comum, fosse seu mundo, a bailarina de DV não é uma mulher qualquer, já disse varias vezes isso, ela é especial, pois tem dentro de si uma ligação com o passado, por isso todas as bailarinas são incríveis, tem algumas mulheres que tentam fazer dança, mas desistem, são aquelas que não tem dentro de si a chama acesa do passado. Nós homens, podemos ir centenas de vezes ao Egito, jamais iremos sentir o mesmo que uma bailarina sentirá, podemos nos encantar com as belezas visuais deixadas pelos egípcios, com a cultura, os sabores, mas jamais nos encantaremos pela terra, pelo cheiro, pela agua, pelo vento, pelo sol, pelo deserto, é uma relação única que somente a bailarina pode sentir.


A Bailarina da Terra     (Jamal Marzuq)

“Os pés descalços tocam o solo, chão sagrado, místico clima envolvente.
 Baila sobre ele linda bailarina, sublime, ardente.
Deixa para mim apenas seu olhar, e com seus giros se vai.
Mãe terra, dona do céu e do mar, me traga-a de volta, não me faça chorar.
Divina bailarina dos olhos amendoados, do corpo esguio do sorriso largo.
Dona de todo o Oriente, senhora dos movimentos de serpentes.
É rainha suprema, e do chão da terra tira toda sua energia, me encanta com a sua doce magia.
Um dia tenho certeza que cairão diamantes do céu, jogados como retribuição pelos toques de seus pés no chão.
O poder que exala de ti, querida bailarina, a Mãe terra agradece, por mais um dia de sua vida.”

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A AGUA NO SHISHA (NARGUILE) SERVE DE FILTRO?


                                                             foto: Joyce Françoso                                            

Por: Jamal Marzuq


Narguile ou Shisha como falam os árabes, é um instrumento usado para se fumar tabaco aromático de uma forma muito interessante, não há quem não se encante com a peça de narguile, ela é toda bela, mística, parece que carrega nela toda a magia das mil e uma noites árabes.
 Alguns estudos dizem que é prejudicial à saúde, de fato é sim, pois as essências usam o tabaco, que contem nicotina e alcatrão, além da queima do carvão que ao você puxar a fumaça desce junto a fumaça da queima do carvão, por isso o correto é usar carvão de fibra de coco que é menos nocivo a saúde, e as essências já têm as de pedras que reduz em 100% a ingestão de nicotina e tabaco (veja a matéria abaixo sobre as essências de pedras).

 Muitos acham que a agua usada no narguilé tem a função de filtrar a fumaça, é puro engano a agua apenas pode reter algumas fagulhas (fuligem) de carvão que possam descer pelo cano, notem que após se usar o narguilé a agua continua clara, às vezes ela pode escurecer justamente pelo melaço da essência que escorrer quando se usa um rosh (cerâmica de furos baixos), mas, quando de usa rosh de furo alto a essência não escorre e a agua fica límpida. A função da agua no narguilé é justamente para resfriar a fumaça, quando derem uma baforada coloque a mão na frente e vera o como sai gelada a fumaça, por isso eu aconselho a colocar gelo junto com a agua para resfriar mais a fumaça, ficando assim mais densa, saborosa e prazerosa a fumada.

Para se obter mais sabor é aconselhável usar narguilés grandes e mangueiras longas, pois quanto mais longo for o caminho que a fumaça percorrer melhor fica seu sabor, pois o sabor do carvão vai se dissipando pelo caminho.

Fumar narguile é sempre bom em companhia dos amigos, ou quando estiver sossegado, relaxado e dispondo de todo tempo para apreciar sua fumaça saborosa.

Boas baforadas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

TREINE SEUS BRAÇOS



                  Por: Jamal Marzuq

Os braços na dança do ventre são de extrema importância, veja no texto em que publiquei no mês de Maio de 2011.

“Vamos abordar um assunto que é bem interessante, e tem um encanto a parte na dança do ventre, o movimento dos braços. Os braços começaram a ser mais explorados com a chegada da dança do ventre nos Estados Unidos, as americanas deram movimentos mais intensos a eles, explorando-os ao máximo. Mas eles foram caindo em acomodo, e não se vê mais evolução neles, os quadris evoluíram muito e continuam evoluindo com novas técnicas, mas os braços continuam o mesmo básico.
Todas as bailarinas usam os braços de forma que se cria a mesma construção de outras bailarinas, observem nos vídeos, os braços são sempre iguais, às vezes mais rápidos ou mais lentos, mas seus desenhos são praticamente os mesmos, as bailarinas devem explorar mais os movimentos de seus braços, criar e inovar com eles, pra sair do básico. Muitas vezes se preocupam com seus quadris e os braços seguem a dinâmica natural da musica, seus floreios, seus serpenteio, ora em cima, ora a meio corpo ou em baixo, não digo que é feio, a dança do ventre sem o movimento dos braços morre, fica pobre, é maravilhoso ver os braços, eles transmitem sensualidade, feminilidade, é simplesmente encantador, mas podia se inovar, criar novas coreografias para eles, isso não é fugir do tradicional e sim buscar um aperfeiçoamento maior, pra deixar a dança mais completa. Eu gostaria de ver novos braços, que pena que não sei dançar nem fazer coreografias, mas fica aqui meu pedido as bailarinas maravilhosas, que criem novos movimentos de braços, enriquecendo ainda mais a dança do ventre.  Deixem seus braços seguirem a melodia, fazerem uma leitura musical com movimentos correspondentes a musica, com novas posições, vamos ousar, deixem ir além”


Então a bailarina deve dar uma atenção toda especial aos seus braços, deve ensaia-los (ensina-los), uma dica é de ensaiar sempre de frente a um espelho para você poder ver a dinâmica de seus braços, ver como eles se comportam quando esta dançando, notar se eles não são repetitivos ou se seus movimentos não são os que você imagina estar fazendo, muitas vezes achamos que estamos fazendo um serpenteado e na verdade os braços estão apenas sendo jogados de cima pra baixo sem qualquer sincronismo.
O braço tem que ser sensual, suave, hipnotizante, as mãos tem que estar em perfeita harmonia, os dedos sempre esguios, mãos fechadas, nunca abertas ou com os dedos cada um pra um lado (espalhados), imagine-se você mesma se acariciando, corra os braços no corpo, deixe toda sua essência feminina comandar os movimentos, depois os afaste do corpo mantendo os mesmos movimentos, ao som da musica e comece a os deixar fluírem realizando os movimentos de dança, eles tem se tornar natural e não forçados.
 Os braços são feitos para bailar e não parar ficar esfregando no quadril imitando movimento de quem esta abaixando as calças ou fazendo novos penteados no cabelo, já vi alguns movimentos que ate a barriga alisavam, como se tivessem acariciando um bebe.
“Habibas”! Coloquem a essência mulher em seus braços e encantem cada vez mais com sua dança.
Boa dança a todas.

bailarina foto: Elaine Murad