PROVÉRBIOS ÁRABE DO DIA:

"Dança do ventre, é a modalidade de dança que melhor simboliza a essência da criação, onde se agradecia o milagre da vida, louvando, com dança e oração, o prazer, o nascimento e a sensualidade feminina."

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

"ELA" ESTA NA PLATÉIA! E AGORA?



Por: Jamal Marzuq

Você esta pronta para se apresentar toda entusiasmada e confiante, quando olha pela fresta da cortina do teatro você vê o teatro lotado e sentada no meio publico aquela sua diva, a bailarina que você acha o máximo. Pronto! Travou tudo! O suor já começa escorrer pela testa, as pernas ficam tremulas, a coreografia começa a sumir da cabeça, a respiração dispara.
Calma, o mundo não irá acabar.
Quando estamos em processo de aprendizagem, seja de qualquer coisa, uma dança, um instrumento musical, ate dirigir, é normal que tenhamos alguém em quem nos espelhamos, uma referencia, tipo:
 - Eu quero tocar violão como tal pessoa! Ou, quero ser como tal bailarina!
Vou contar uma historia pessoal, eu lembro de que quando comecei a tocar violão eu me inspirava em um amigo, Cidão, nossa, achava que ele tocava demais, logo que comecei a realizar alguns acordes ia correndo no meio da turma para tocar, mas, quando chegava o Cidão, nossa! Travava tudo; o dedos ficavam duros, suava nas mãos, esquecia as posições, e já passava o violão pra ele, depois de certo tempo fui me dedicando, se aperfeiçoando, e recentemente fui tocar em uma festa de um amigo, estava tocando quando vejo entrando o Cidão com a esposa voltei no passado, confesso que fiquei apreensivo, mas eu sabia o que estava fazendo e continuei, mas pensando comigo mesmo:
- Nossa não posso errar, tenho que tocar certinho por que com certeza o Cidão estará me analisando!
Terminei a apresentação e Cidão veio até a mim para me cumprimentar, afinal fazia anos que não nos víamos, ele já foi logo dizendo:
- Puxa quanto tempo, meu, você esta tocando muito, muito mesmo, como eu queria tocar assim, nunca consegui tocar dedilhando assim como você esta tocando, fez aulas com quem?
Ouvindo isso eu passei a analisar a situação, e vi que realmente eu tocava muito mais do que ele, na época em que comecei aprender, não era que ele tocava muito bem, era eu que não sabia tocar nada, com minha dedicação e esforço eu fiquei melhor do que o Cidão, que apenas sabia fazer acordes e tocava batidão, e tinha parado nisso.
Isso foi uma lição que carrego ate hoje comigo, nunca podemos desmerecer nossos esforços quando estamos aprendendo algo, hoje somos pequenos, mas amanha seremos imensos, às vezes ate maiores do que aquilo em que se espelhávamos.
Também devemos saber que se temos alguém como uma referencia uma “diva”, sabemos que ela é completa em tudo, pois ninguém irá adorar alguém só por que é bonito, a pessoa tem que ter um conjunto para ser tornar uma referencia para nós, ela tem que ser legal, amiga, verdadeira, e outras qualidades, ai sim ela se torna uma referencia, de que adianta ser uma excelente bailarina e ser uma antipatia só.
Então tenha certeza que esta Diva jamais irá julga-la por ter errado um passo, ou desencentivar você dizendo que você não serve para dançar, muito pelo contrario, ela te incentivara ao máximo, pois um dia ela também estava atrás dessa mesma cortina de teatro olhando pra alguém na plateia, nervosa com as pernas tremulas. Afinal ninguém nasce sabendo.
Boa dança a todas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

AGRADECIMENTOS PELO ANO DE 2012.


Em fevereiro de 2010 nascia o blog do Jamal Marzuq, com três visitas no mês apenas, um ano depois, em fevereiro de 2011 o blog atingia a marca de 3.878 visitas no mês, hoje o blog recebe uma média diária de 800 a 1.000 visitas diariamente, somando a média mensal de mais de 28.000 acessos, não só o Brasil se faz presente, mas também alguns países que já são figurinhas carimbadas no blog, como: Estados Unidos, Espanha, Itália, Portugal, Argentina, Rússia, França, Venezuela, Alemanha, México, Japão, Marrocos, Egito e outros.
                                                               primeira "cara" do blog

Agradeço a todas (os) que acessam o blog, que gostam do conteúdo nele publicado, temos grandes novidades para 2013, aguardem.
Quero agradecer as colaboradoras do blog, as bailarinas maravilhosas que ilustraram algumas matérias do blog, que mandaram seus textos para serem publicados, realizaram eventos e conversamos muito sobre a dança do ventre.

Agradeço a:


Natália Parzanese;
Joyce Françoso;
Dani Boscolo;
Gaby Piccinato;
Vanda Fenner;
Marilia Gomide;
Isabella Duarte;
Francynne Hernandes Martins
Elaine Murad;
Sasha Holtz;
Mia Minnet ( Mariana Virissimo);
Izza Artigos do  Oriente;
Adelita chohfi;
Viviane Cristina;
Manoela Jacomi;
Rosa dos ventres;
Layane Murad;
Leia Rodrigues;
Sura Zakia;
Denise;
Sandra Perizad;
Leda Bernardi;
Kahina Manelli;
Regina Fonseca;
Francielli Maia;
Vanessa  ( Hani kalila);
Alana Johari;
Mahina;
Priscilla Rodrigues. 



É de todo coração que agradeço a todas que direta e indiretamente participaram, estiveram envolvidas um pouco do “nosso blog”. Muito obrigado a todas!!! (shuckran habibits).

Desejo que 2013 seja novamente o ano da dança do ventre como foi 2012, onde tivemos maravilhosos shows, eventos Árabes fantásticos, surgiram grandes novas bailarinas, que venha 2013 com força total, que seja um ano de muita paz, saúde, sucesso e muito gingado de quadril.
Um bom ano e boa dança a todas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A ARTE ISLÂMICA

Um vídeo falando um pouco da maravilhosa arte Islâmica, sua arquitetura em rica em formas e detalhes minuciosos.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A BAILARINA E A SERPENTE


Por: Jamal Marzuq

Uma coisa na dança do ventre que fico fascinado é ver uma cobra( serpente) sobre o corpo da bailarina, ela tira toda a fragilidade feminina, e nos remete a estar diante de uma guerreira, uma mulher inteirada com a natureza, ela representa no momento a imagem da mãe natureza ou mãe terra, é como se fosse a rainha absoluta dos seres, a mestra de todos. Uma beleza que cativa, a cobra por sua vez sabe do seu lugar e apenas segue a bailarina como uma comandada que esta ali servindo apenas para o belo corpo enfeitar.
Boa dança a todas.






SERPENTE DO VENTRE

Caia nos braços da dança, seguida por movimentos aguços, de quadris sempre gingados;
No corpo desfila algoz, fitando com olhos sinistros os olhares que a ti direcionam;
Um veneno dos lábios exala, mas em sua dona jamais tocara, é um aviso para quem perto demais chegar, não toque na diva! Há deixe livre bailar.
Eu sigo seus movimentos me enlaçando em seu quadril, sou dela amante pois todo seu corpo percorro, sei de seus mais íntimos desejos, pois ligada a ela estou.
Em transe ela baila, apenas sigo coadjuvante de seu encanto, caio nos braços macios da minha musa dançante.
Enfeito todo o corpo esculpido, pelo mais perfeito artesão que há, seu suor me serve pista para suavemente em seu corpo deslizar.
Sou mística, assusto, mas quando em companhia de minha mestra sou apenas um simples adereço, pois toda atenção ela sabe para si chamar.
Encantando a todos que se atrevem sua dança olhar.
Ah! Se pudesse morde-la!
Deixar meu veneno junto ao seu corpo.
Sentir em minas presas o sabor de sua pele.
Deixa-la em transe desejando o meu peso de seu corpo, jamais tirar.
Sou serpente que baila com o ventre, sou pura imaginação, mística, fria envolvente, mas dependo do encanto de minha mestra, para poder brilhar.


bailarina foto: Vanda Fenner

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

QUANDO DANÇO - Por Natália Parzanese.



Quando danço ...

Quando danço, meus pés tocam o chão, enquanto minha alma sente o solo.
Quando danço me conecto ao "meu peculiar" universo.
Quando danço, os movimentos correspondem a liberdade da minha alma.
Quando danço reconheço a mim mesma.
Quando danço sinto o toque do amor mais forte, pulsando nas minhas veias que saltam a pele.
Quando danço o suor são lágrimas expulsas da dor da vida.
Quando danço meus músculos se travam, enquanto minha alma se liberta.
Meus pés tocam o chão, mas meu íntimo quem o faz dançar.
E tão forte é meu esforço físico, para que agrade com leveza aos olhos de quem vê.
E quantos são os dias a desafiar, a me desafiar em movimentos novos. E quão gratificante é superar.
Quem dança, encara a vida de uma forma diferente. Quem dança vive a vida em um bailado, às vezes intenso, leve, forte, dramático, romântico, doce ...
Quem dança se redescobre,
descobre. Sejam os pés leigos,profissionais,amantes ... Apenas : Dance !!!
Viva essa liberdade de flutuar como uma criança pura,e inocente ! Dance, Dance, Dance !!!

Massssss ! Ahhhhh aqueles dias ... Os movimentos não acontecem !!!! Mais que grande droga!!! Você olha o espelho, ele te olha ... e ... Errei ! .... Olha, te olha, olha, te olha, olha, te olha ( Arritmia ,suor excessivo,calor ) ... CONSEGUI ! E as nossas fases? Nossas crises ? Eu amo a dança ( Onde quer que esteja, seu pensamento só quer dançar, seja qual for a música é criado um cenário, um sentimento, uma dança ) ... A crise do "tempo parado" ! Do tempo perdido! Do estrelismo,da paixão ... e da rotina ! DESISTIR, RECOMEÇAR, VOLTAR ... Ahhhh dançar !


"Eu danço com o coração,não com a ponta dos meus pés".

Escrito por Natália Parzanese

em 15/06/2012 (com 8 meses de prática de dança do ventre e 2 aulas de dança indiana)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A DANÇA DO VENTRE E A DANÇA INDIANA



                          Por: Jamal Marzuq


Olá “habibas”,
 Vamos falar sobre a Dança Indiana que foi tão vista na novela “Caminhos das Índias” exibida recentemente, bom à dança indiana e a dança do ventre não são iguais em nada, mas por se tratarem de danças exóticas é comum algumas pessoas confundirem as duas danças.
A dança indiana como o próprio nome diz, nasceu na Índia, País asiático onde tem hábitos semelhantes aos países Árabes, eu disse semelhante, e não, iguais.
Ambas as danças (ventre e indiana) tem muito a ver com espiritualidade, pois nasceram não somente como forma de arte e sim com espiritualidade, louvor, alimento para o corpo e a alma, e ambas geralmente praticadas apenas por mulheres.
Falando das diferenças entre ambas, a dança do ventre concentra toda sua atividade no ventre, e a dança indiana concentra mais nos pés, na dança indiana praticamente não se usa o ventre, no máximo leves inclinações de tronco, onde os movimentos são mais lineares e geométricos, diferente da dança do ventre que são movimentos mais arredondados e circulares.
As roupas também tem grandes diferenças, normalmente as roupas de dança indiana são mais volumosas, tendo mais peças e adornos, a mulher dança mais coberta, já na dança do ventre usa-se mais a sensualidade do corpo da mulher, onde as roupas deixam algumas partes do corpo a mostra, mas também são cheias de exuberantes adornos brilhantes e coloridos ( há também na dança do ventre o uso de roupas longas como as de Khalige).
No Brasil a dança indiana ainda é pouco difundida e não tem muitas escolas que a ensinam, já a dança do ventre é mais difundida, e temos hoje no Brasil muitas escolas onde se possa aprendê-la, mas a dança indiana vem ganhando campo e em breve teremos tantas professoras de dança indiana como temos na dança do ventre.
Em ambas danças o maravilhoso é aspirar toda a cultura que elas representam, pois são culturas milenares enigmáticas cheias de misticismo, e espiritualidade, além de uma rica culinária.

Boa danças a todas.

Bailarina foto: Natália Parzanese.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

BAILARINAS E TATUAGENS


                                                   Por: Jamal Marzuq

Uma coisa que percebi, é que hoje é raro ver uma bailarina de dança do ventre sem tatuagens, é uma minoria as que não têm, vou dar minha opinião sobre bailarinas e tatuagens.
Que me desculpe as tradicionalistas, mas acho que a tatuagem veio pra somar, ela somou a dança do ventre e a tornou muito mais encantadora e um detalhe, foi criada no Egito antigo, então podemos imaginar que as bailarinas do Egito antigo usavam se tatuar de forma permanente, por isso nos dias atuais mais e mais bailarinas estão se tatuando, um resgate do passado, como eu bato sempre na mesma tecla, dança do ventre é um resgate de nossos ancestrais, as mulheres de hoje sentem a mesma coisa que as mulheres do passado, são ligadas por um elo através da dança do ventre.

Pesquisando na Wikipédia:
Existem muitas provas arqueológicas que afirmam que tatuagens foram feitas no Egito entre 4000 e 2000 a.C. e também por nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia (maori), tatuavam-se em rituais ligados a religião.
E considerando que se trata de uma dança árabe vejamos o que a religião diz a respeito da tatuagem:


Islamismo:
Tatuagens são proibidas no Sunismo, mas permitidas no Xiismo. Vários muçulmanos sunitas acreditam que se tatuar é um pecado, pois isso envolve em mudar a criação de Alá (Surah 4 Verso 117-120). No entanto existem opiniões diferentes entre os sunitas do porque as tatuagens serem proibidas (fonte: Wikipédia).

Então vimos que a própria religião fica divida nessa questão, mas não estamos aqui pra discutir religião e sim a beleza das tatuagens nas bailarinas de DV. A tatuagem veio pra somar realmente a dança do ventre, as bailarinas, mulheres diferenciadas, ficam ainda mais diferenciadas quando tatuadas, sabemos que cada uma tem um tema, um motivo para se tatuar, ninguém chega do nada e manda tatuar qualquer coisa no corpo, todas tem algo que as faz ter vontade de ter na pele, algumas são movidas por algo incontrolável dentro de si para ter na pele tal tema, é como se já tivesse gravado em sua mente aquilo que deseja ter exposto em seu corpo.
A composição DANÇA, ROUPAS E TATUAGEM, é uma magia, realmente como apreciador das artes eu fico profundamente encantado quando vejo tudo isso aliado, em uma maravilhosa bailarina.



A bailarina Tatuada (Jamal Marzuq)

Vi a fênix vi o dragão, carpas emolduradas, pássaros brincando com borboletas azuladas;
Vi surgir em meio a tudo isso, você, linda bailarina, rodopiante, olhar simpático, totalmente belo;
Os desenhos iam e vinham, ora pulavam, ora dançavam, era sem fim o intenso bailado;
Senti o calor de a grande fênix exalar, as golfadas de fogo do dragão ao ar, me suavizei com a brisa gelada do mar, quando um golfinho vi suavemente passar;
Fui aos céus vendo as mais belas flores em um imenso emaranhado, com suas borboletas a circular, fiquei abismado com os braços marcados, de grandes tribais mesclados;
O sol e lua se encontravam, nos movimentos das costas marcadas, era tanta luz que vinha de si, que minha vista ofuscava;
Bailava bela, minha bailarina, com seus desenhos pregados no corpo, era toda cheia de olhares pra si, pois era ela a mulher que ali estava a mais bela.


Bailarina foto: Vanda Fenner