PROVÉRBIOS ÁRABE DO DIA:
"Dança do ventre, é a modalidade de dança que melhor simboliza a essência da criação, onde se agradecia o milagre da vida, louvando, com dança e oração, o prazer, o nascimento e a sensualidade feminina."
quinta-feira, 11 de abril de 2013
sábado, 30 de março de 2013
CORPO OU DANÇA?
Por: Jamal Marzuq
Bom, já vou direto ao assunto, tem muitas, mas muitas
bailarinas por ai afora achando que ter um corpão vai fazer a diferença na sua dança! Puro engano, muito
pelo contrario ser “gostosona” vai atrair outros tipos de admiradores.
Perdem horas, tempo e dinheiro em academias malhando, as
vezes ate apelam para intervenções cirúrgicas para terem o corpo desejado,
ficam lindas, abusam das roupas sensuais, mas se esquecem da dança, esquecem de
dançar ou melhor de aprenderem a dançar.
Hoje tem umas cabeças pensantes por ai que estão ditando as
regras para a dança do ventre, “primeiro seja linda e gostosa depois dance um
pouco e você vai arrasar”.
Ah! Chega de ficar quieto vendo isso acontecer, aqui no meu
espaço tenho todo o direito de falar e cutucar quem pensa dessa forma.
A mulher que se dedica a fazer dança do ventre e leva isso
a serio, que esta disposta a dançar em casas especializadas, competir em festivais,
concursos, enfim ser bailarina de dança do ventre mesmo, ser professora no futuro, não tem que perder
tempo querendo ser a “gostosona”, sim roupas lindas, ter sensualidade, glamour,
cheirosa, alegre tudo isso é bom, mas tem que saber dançar primeiro, tem
pessoas que acham que são as bam bam bans, só por que tem um corpão, olhos
azuis ( lentes), cabelos lisinhos (chapinha) e coisa e tal, então que
participem do concurso de misses e não na pratica da dança do ventre. Todas são
lindas pelo fato de serem bailarinas, e com uma bela dança se tornam ainda mais
lindas, mais sensuais, mais interessantes, mais mulher. Habibits, se dediquem a
dança em aprende-la de forma correta, perfeita e original, não se deixem levar pelo
mercado, pois o mercado quer apenas lucros, explorar a dança, na verdade
explorar a bailarina. Acho que manter o corpo em forma é importante e saudável,
mas não queriam ser antes de aprenderem a dançar as tal, se você é bailarina do
ventre saiba dançar primeiro depois vem a estética, eu não acho que precisa disso,
mas a vaidade é fogo.
Essa é a minha visão do que esta acontecendo hoje, eu vi uma
bailarina que acompanho ela por vídeos, eventos e redes sociais, ela era um
encanto, ainda aprendiz dominava via nela um potencial imenso, estava
progredindo muito, a cada dia, mas começou a se dedicar ao culto do corpo e
parou no tempo em relação a dança, hoje toda sarada, torneada, não dança nada,
esta ainda estacionada no tempo.
Se você quer ser reconhecida, aplaudida aprenda a dançar, o
corpo envelhece, fica feio, tudo cai, mas sua dança sempre encantara não
importa a idade que tiver, sempre sera uma diva encantadora.
“Dança do ventre é a mulher na sua verdadeira forma”
Boa dança a todas
quinta-feira, 21 de março de 2013
VALE A PENA...
"Um dia as pedras no caminho deixarão de existir, pois já terão virado pó. Um dia as lagrimas deixarão de escorrer, pois já terá secado toda a fonte. Um dia os pés serão felizes ao dançar e o corpo glorioso em seus movimentos. Um dia a dança será o premio por quem a conquistou, lutou, enfrentou a tudo e todos, saiu vitoriosa, a dança venceu....bailarina jamais desista da dança, pois ela jamais irá desistir de você!!!"
Jamal Marzuq
terça-feira, 19 de março de 2013
JAMAL ENTREVISTA - ALANA JOHARI.
Entrevista com a Bailarina Alana Johari Bailarina, Professora de Dança do Ventre com selo de qualidade Khan el kalili 2012 proprietária do Studio A de dança do ventre na cidade de Mauá.
Jamal Marzuq-
Ola
Habibit, primeiramente quero agradece-la por estar concebendo esta entrevista
para o Blog.
Alana Johari- Querido
Jamal eu que agradeço o convite em dividir com todos a minha trajetória na
dança.
JM-
De
que forma e quando foi o seu primeiro contato com a dança do ventre?
Alana - Meu
interesse surgiu com a novela do Clone nossa era como se eu tivesse vivenciado
aquilo tudo, não tem como explicar ,acho que pra muita gente esse foi o ponto
inicial. Lembro-me que na época não levei a diante em procurar fazer aulas. Em
2009 conheci a Valéria Jouze bailarina e professora aqui da minha cidade , onde
resolvi fazer uma aula experimental e
nunca mais parei, foi amor a primeira vista a partir dali percebi que eu
não tinha escolhido a dança, mas a dança tinha me escolhido e através da dança
conheci a Tahya Brasileye com quem me aperfeiçoei profissionalmente e faço
aulas até hoje.JM - Voce tem alguma descendência Árabe?
Alana - Não habibi...sou brasileiríssima.
JM-
Vi
que ministra aulas, você tem algum método de aprendizado especifico,
desenvolvido por você mesma?
Alana - Olha
procuro seguir a linda de ensino da Khan el Kalili onde foi a minha base de
estudo.JM -Me diga o que você acha dos artefatos usados na dança do ventre hoje, sabemos que são a maioria invenção ocidental?
Alana- Bem na minha opinião tudo é válido desde que não se descaracterize a dança em si.
JM- Falando em ocidental, na sua opinião o Brasil pode ser considerado a capital da dança do ventre fora do oriente?
Alana - Eu acredito que sim viu...temos muitas bailarinas brasileiras que são referências dançando ou ministrando aulas fora do Brasil , isso significa qualidade do nosso trabalho ,no qual está sendo muito bem representado por elas fora do nosso país.
JM -Festivais de dança do ventre, o que tem a dizer sobre eles?
Alana - Já participei de vários , gosto bastante e vejo como uma maneira de mostrar o seu trabalho e de suas alunas ,além de conhecer o trabalho de outros profissionais do ramo, cada evento um novo aprendizado pra vida e pra carreira.
JM- Já vi alguns homens dançando a dança do ventre (vídeos), eu sou tradicionalista quanto a isso, a dança do ventre é só para a mulher e ponto. Mas na sua visão, o que me diz a respeito disso?
Alana - Eu não tenho nada contra, respeito todo mundo cada um com seu estilo e com a sua dança, dançar é vida é alegria mas vale lembrar que tem ser levada a sério, sem banalizar.
JM- Tambem é uma apreciadora da cultura Árabe? Suas vestes, aromas, cores e sabores?
Alana - Sim...Leio bastante, pesquiso mesmo ainda quando vou dar um tema novo para minhas alunas, acho bacana falar da região, o ritmo, as vestimentas adequadas tudo isso é muito importante, conhecimento nunca é demais acaba se tornando um dever.
JM-Tenho um assunto rolando no Blog sobre a profissionalização da dança do ventre e a criação de uma associação de classe, e gostaria de saber também qual sua posição referente a isso?
Alana - Muito bom isso, ser bailarina e professora de dança é uma profissão como outra qualquer ,requer muito estudo e dedicação, sempre corremos atrás de aperfeiçoamentos para ter um trabalho de qualidade, merecemos o reconhecimento.
JM- Acompanhando as redes sociais vejo que muitas bailarinas postam coisas falando sobre inveja, traição, e outras coisas no meio da Dança do Ventre, isso existe realmente, não deveria ser diferente, serem unidas?
Alana - Não só na dança, mas em qualquer outro setor tem muito disso né? Eu creio que no meio da dança é maior essas “pecuinhas” pelo fato de se tratar de beleza, troca de vaidades, etc...na minha opinião todas deveriam ser unidas sim, estamos no mesmo barco é respeitar uns aos outros em qualquer circunstâncias, sinto a falta de humildade, é uma loucura de egos inflamados que fala mais alto do que o ponto principal que é o amor pela arte da dança do ventre.
JM-Quando falamos em dança do ventre nos vem logo a cabeça o mundo Árabe das Mil e Uma Noites, e principalmente a imagem do Shisha ( narguilé ), você é uma apreciadora do Shisha?
Alana - Não habibi.
JM- Na minha opinião para se ensinar dança do ventre ou qualquer outra dança, eu acho que temos conhecer um pouco do corpo humano, e também um pouco da pessoa que esta aprendendo, se ela tem limitações ou não, para passar o aprendizado de forma que ela assimile de acordo com seu corpo, pois cada ser humano é diferente de outro e isso se aplica dentro de uma sala de aula. Você, como professora de dança do ventre acha essa minha visão correta?
Alana - Corretíssima...cada pessoa tem uma estrutura diferente da outra, em sala de aula, já no alongamento consigo notar por onde devo começar com a aluna, é todo um trabalho aos poucos corrigindo a postura, que pra mim é um dos pontos mais importantes para se trabalhar na dança, nada adianta focar no quadril e esquecer da base que é uma boa postura alongada ,em aula gosto de focar em cada aluna até ela conseguir executar o movimento, mas claro respeitando o seu limite existem aquelas que assimilam mais rápido que outras tudo é uma questão de tempo, cada pessoa tem o seu tempo, o que tem que prevalecer é a paciência e a persistência.
JM- Me fale, a dança do ventre em sua vida é?
Alana - Amor acima de tudo, superação e auto conhecimento.
JM-tem alguma inspiração (bailarina) que te motiva?
Alana -Ahhhh....tenho várias que aprecio e estudo muito, mas uma em especial que me encanta é Orit Maftsir pela expressividade e carisma em cena.
JM-As pessoas que tiverem interessadas em aprender a Dança do Ventre, contratar workshops, shows deve-a contatar como?
Alana - Facebook Alana johari e email alana_2012@hotmail.com
JM- Quero agradecer imensamente pela entrevista, eu que sou um admirador de sua dança sempre estou vendo seus vídeos postados, vejo que tem muitas pessoas que gostam de você, por esse carisma imenso que você tem, parabéns e sucesso sempre.
Alana - Muito obrigada de coração a maior realização de uma bailarina é o reconhecimento do seu trabalho fico muito feliz mesmo, através da dança conheci pessoas incríveis amigos muito queridos oportunidades únicas onde vivenciei momentos maravilhosos sempre com muita humildade e respeito a nossa arte.
Um forte abraço para todos!!
Alana Johari
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
OS TIPOS DE DANÇA DO VENTRE E SEUS ARTEFATOS
A Dança
do Ventre é uma arte que encanta homens e mulheres há séculos, talvez mais do
que séculos, diria milênios, encanta com sua beleza, mistérios, graça e
sensualidade. Ao longo dos anos recentes essa dança foi se enriquecendo e tendo
alguns elementos da dança moderna adicionados, como as bases do Ballet clássico
(praticamente é hoje a base usada em todas as escolas). Já o aprofundamento de
algumas bailarinas no estudo dessa dança pode permitir a fusão dessa arte
milenar com artefatos moderníssimos como o Swing poi, por exemplo. Mas de
quantas formas podemos interpretar essa dança nos palcos? Quais artefatos
podemos usar na dança do ventre? Quais os tipos de dança do ventre que podemos
dançar?
Dúvidas
comuns para as bailarinas e futuras bailarinas, então vamos tirar alguns
esclarecimentos sobre a dança:
Dança do ventre Tradicional: Pela lógica a dança tradicional é
aquela que é dançada no país que consideramos de origem, por exemplo, o Samba é
uma dança tradicional do Brasil. Dança do ventre tradicional é a dança do
ventre executada na sua forma mais original, ou seja, é a dança do ventre
“pura”, se é que podemos chamar uma dança milenar de pura. Trata-se de uma
dança mais descontraída e popular. A música geralmente é mais homogênea, não
contendo tantas variações na contagem de tempo. O traje é o tradicional de duas
peças.
Dança do ventre Clássica: Como já sugere o nome possui
bases e influencias de movimentos do Ballet clássico como, movimentos de giros,
pés em meia-ponta, postura elegante de bailarina, além de braços clássicos bem
definidos. Tudo isso associado aos movimentos da dança do ventre é claro! É
dançada na música clássica feita por uma orquestra é lógico! Mas não uma música
clássica comum, mas sim a música clássica Árabe e oriental. São músicas
lindíssimas que possuem muitas variações de ritmos, são bem longas podendo
variar de 6 minutos até 13 minutos, possuem introduções instrumentais longas em
torno de 1 minuto. A bailarina pode usar o traje de 2 peças ou um vestido se
estiverem bem caracterizados para a música. Na maioria das músicas clássicas
fica maravilhoso se a bailarina fizer uma entrada com véu.
Dança do ventre moderna: Muitas das músicas de Oum
Koulsoum foram regravadas com uma interpretação mais moderna, além do
surgimento de novos cantores trazendo para a música uma nova roupagem com
influências mais populares e ocidentais, mas mantendo seus ritmos
característicos. Para poder acompanhar a modernidade da música, ao dançar a
bailarina deve estar de preferência usando um traje mais moderno assim como a
sua interpretação coreográfica.
Folclore Árabe: As danças folclóricas de origem árabe e oriental
são muitas, cada uma com sua história, localização, roupas e artefatos
característicos, música e a população que a dançava. Podemos dançá-las de
maneira mais fiel possível com todas as características da dança, também
podemos dançar traços suaves delas quando aparecem levemente representadas em
músicas clássicas e também podemos dar uma interpretação moderna a esses
folclores. Esses são alguns exemplos dessas danças:
Said (Dança do bastão ou bengala), Baladi, Gawasi,
Khaleege, Dabke, Meleah laf, Dança do jarro, Dança das flores, Karcilama, dança
Núbia, Fallahi, Haggala Tribal.
Espada, Punhal, Pandeiro, Véu duplo, Véu de seda, Véu tradicional, Véus Wings, Bastão, Bengala, Véu poi, 7 véus, Snujs, Taças, Candelabro, Cesta de Flores, Jarro, Serpente.
(algumas citações foram tiradas da internet sem saber qual a fonte original
para creditar).
As danças “Ventranas”
por: Jamal Marzuq
Elas, sempre belas, pairam sobre
o palco, Bailarinas do Ventre ou simplesmente “Ventranas”.
Ah! Como sou louco por elas, que
giram, giram, parecem ligadas a manivela, me levando em seus giros ao mundo
novo, porem muito conhecido.
Elas tem armas de pura sedução,
armas de encantamento, armas de persuasão, quando se alia a elas belas
Bailarinas Ventranas, me deixa sem ação, pois já estou pego em seu jeito meigo,
estou pego definitivamente, preso em seu mundo, preso dentro de seu coração.
Vem com véus esvoaçantes, vem com
taças flamejantes, vem com curvos bastões, às vezes tem fogo sobre ti, às vezes
agua em jarros dourados, reluzentes, ocultos atrás de belo olhar.
Bailarinas divinas, que ocupam os
espaços dançando, com seus véus jogando, vibrando, balançando, coloridos,
suaves, leves, divinos, enfeitam o mundo, em cores e movimentos sincronizados,
ah que bom, ter o dom da visão para tudo isso deslumbrar.
Mulher , diva, deusa, princesa, sim
simplesmente bailarina Ventrana, que soma tudo isso dentro de si, unida a sua
dança magica com seus variados artefatos magicos, é para todo o sempre minha
fonte de inspiração, minha musa, minha vida, sem você sou apenas mais um,
comum, em vão, dedico a todas bailarinas Ventranas este simples poema, que
posso ser soado em uma linda canção.
bailarina foto: Alex Delora (Ukrania).
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
JAMAL ENTREVISTA - SILENE SANTILLI
Entrevista
com a Bailarina Silene Santilli Bailarina Internacional, Professora de Yoga e
Professora de Dança do Ventre (CREF-018559-P/SP), Proprietária da Escola Maktub
na Cidade de Marilia-Sp, confiram:
Jamal Marzuq - Silene, quero a agradecer por estar nos concebendo esta entrevista para o Blog, falando um pouco sobre seu trabalho dentro e fora do Brasil.
Silene Santilli - Querido Jamal é uma honra, poder estar dividindo um pouquinho da minha Jornada com você e as nossas amigas bailarinas.
JM - Como foi a sua iniciação Dança do Ventre?
Silene Santilli - Meu primeiro contato com a dança foi 2000, por meios virtuais, nessa época não havia a disponibilidade de tantos artefatos para nós iniciantes e dança não era tão conhecida como é hoje, havia pouquíssimas professoras no interior.
JM - É uma paixão (dança do ventre)?
Silene Santilli - Eu digo que é mais do que Paixão, pois paixão uma hora acaba, eu acredito que seja Amor, pois uma vez flechado, é para sempre, um Casamento mesmo!
JM - Você teve experiências fora do Brasil, como dançar em outros Países, nos conte um pouco dessa experiência única?
Silene Santilli - Foram experiências maravilhosas, que tive a oportunidade de vivenciar, Aprender principalmente nada como beber da fonte e andar de pé no chão com eles estive dançando em resorts de Hurgada (Egito), dançando em festivais no Cairo. Foi um presente de Deus.
JM - Me fale do Egito, é verdade que existe uma magia lá para as bailarinas?
Silene Santilli - Acredito que seja o sonho de qualquer bailarina pisar num palco egípcio, é diferente sim, a energia, a entrega dos músicos, a emoção de estar dançando para grandes Mestras da dança Oriental, é indescritível.
JM - Eu disse em uma matéria recente postada no Blog que comparo a Dança do Ventre ao Yoga em forma de dança, você como profissional na área da dança e do yoga concorda?
Silene Santilli - Embora sejam coisas distintas, não consigo separar minha dança do yoga, pois através do yoga que consigo trabalhos de chão sem esforços, flexibilidade e maleabilidade muscular, equilíbrio em giros e concentração ajuda demais no controle das emoções, principalmente ao entrar em cena, eu recomendo a todas as bailarinas.
JM -
Espadas, candelabros, véus, jarros, adagas, são acessórios que se acrescentaram
a Dança do Ventre, você com sua experiência em terras nativas da dança, nos
conte se lá também se usam esses acessórios?
Silene Santilli
- Algumas dessas danças são apenas danças fantasias, as mais conhecidas
lá são usadas em cortejos de casamento como o candelabro e em shows em resorts,
bengalas foi o máximo que vi, nós ocidentais usamos muito mais adereços do que
os nativos.JM - Alguma aluna nível avançado formada em sua escola ministra aulas, e o que você acha de alunas intermediarias, às vezes até iniciantes que se aventuram ministrando aulas?
Silene Santilli - Acredito que a dança seja para todas, mas ao dar aulas, é o X da questão, ela tendo um bom preparo tendo passado por todas as fases, e tendo o comprometimento de sempre estar estudando e se aperfeiçoando não vejo problemas é importante espalharmos pelo mundo sementes e deixar o nosso legado de respeito e Amor a Cultura Oriental.
JM - Quais os benefícios a Dança do Ventre lhe trouxe?
Silene Santilli - A dança do ventre mudou a minha vida, me trouxe autoestima, a mulher que dança é muito mais feliz, e quem experimenta a felicidade não se contenta mais com a tristeza é a plenitude de uma mulher se encontrar e despertar o que estava adormecido.
JM - Temos um assunto rolando no Blog sobre a profissionalização da dança do ventre e a criação de uma associação de classe, qual sua posição referente a esse assunto?
Silene Santilli - Hoje em dia temos muitas ramificações da dança, acho que toda bailarina professora ou aluna tem que estar sempre se aperfeiçoando, estudando bebendo de outras fontes, desde que seja com pessoas sérias, estudiosas não vejo problema agora em questão classe deveríamos nos preocupar não com títulos, pois isso não significa nada e sim com a “classe” dentro da dança, respeitando umas às outras, dividindo, somando conhecimentos, isso é o que realmente vale.
JM - Em algum momento se desencantou com a Dança do Ventre?
Silene Santilli - Sim, infelizmente, tive algumas decepções dentro dança o Ego de bailarina, a briga de lantejoulas, mas foi superado com uma mudança de pensamento em seguir a minha verdade com humildade e respeito, e aprendendo com algumas dessas bailarinas o que nunca eu deveria fazer com outra, pois o ego destrói.
JM - A
Dança do Ventre é uma dança Árabe, você acha que para aprender a dança do
Ventre deve-se aprender também a Cultura Árabe?
Silene Santilli
- com toda certeza, você precisa saber, conhecer e estudar a cultura,
isso é o respeito e seriedade, para que ela
nunca deixe de existir, não dá pra separar uma coisa da outra.JM - O curso que fez de Fisiologia e Anatomia ajuda na hora de dar as aulas de Dança? Como?
Silene Santilli - Sou credenciada pelo CREF, fiz cursos complementares na UNESP e UFMU de Anatomia e Fisiologia.
JM - Defina
a Dança do Ventre, o que ela é pra você?
Silene Santilli
- Dança do Ventre é Amor, Respeito, Seriedade e dedicação é uma União
para o resto da vida, não consigo me ver sem ela e todos os dias aprendo mais e
mais e sempre continuarei aprendendo.JM - O que você melhoraria na Dança do ventre no Brasil?
Silene Santilli - Então, eu vejo a dança se perdendo um pouco, hoje você não vê bailarinas tão elegantes como as de antigamente, com classe, com dramatização o que vejo hoje é uma técnica violenta, mas pouca entrega eu mudaria o sentir, o que preciso para se dançar é coração, dançar com alma, emoção e energia, fazer a diferença e espalhar luz ao dançar.
JM - As pessoas que tiverem interessadas em aprender a Dança do Ventre, contratar workshops, shows deve-a contatar como?
Silene Santilli - www.silenesantilli.com.br
JM - Quero agradecer pela entrevista, que cada vez mais o sucesso se faça presente em sua vida, e gostaria que deixasse uma mensagem ao nosso blog.
Silene
Santilli - Eu que agradeço a
oportunidade de poder falar o que penso e sinto a respeito da dança. Um
grande beijo a você e a todas as colegas de dança e amantes da cultura
oriental.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
O NARGUILE EXPLOSIVO.
por: Jamal Marzuq
O narguilé explosivo, ultimamente estamos vendo diversas matérias
relacionadas ao narguilé, primeiro é que ele faz mal a saúde, que é como se fumássemos
100 cigarros, agora que ele explode e pode ser fatal.
Bom “Habibas”, sei que muitas usam e apreciam o saboroso e
refrescante shisha (narguilé), vamos então comentar sobre esse assunto no blog.
MALEFÍCIOS A SAÚDE:
O Shisha é um tipo de cachimbo de água, criado na China e
difundido ao mundo pelos Árabes e Turcos, ainda hoje seu consumo é gigantesco
nos países asiáticos, sendo usados diariamente varias vezes ao dia.
Vamos falar sobre os
seus malefícios: é claro que como todo tipo de fumaça ele não faz bem a saúde,
mas também ele não é como o cigarro, e nem próximo de uma sessão de Shisha ser
equivalente ao consumo de 100 cigarros, se fosse assim os árabes estariam todos
com câncer e morreriam cedo devido aos malefícios que ele lhes causaria, e o que
vemos é o contrario, os árabes tem uma grande longevidade e não se tem causos
de câncer de pulmão, esôfago, laringe, garganta, língua, boca, onde é
costumeiro ter por causa do uso frequente de cigarro. O que temos no shisha é
sim a emissão de uma quantidade de fumaça equivalente a 100 cigarros, mas não que
ela seja idêntica a do cigarro, pois no shisha o fumo usado é muito diferente
do cigarro, sim se usa tabaco no shisha, mas é o tabaco puro colhido curado e
cortado, misturado ao melaço ou mel e agentes de aroma e sabor. Já esta ai uma
diferença do cigarro, mas continuemos, no shisha também não temos o calor que é
grande causador de feridas e câncer na boca e língua por que no cigarro a
fumaça vem quente devido à queima do tabaco no shisha isso não acontece, pois a
fumaça quando entra em contato com a agua é resfriada imediatamente vindo
gelada ate nossa boca com isso reduzindo ao máximo risco de micro queimaduras
na boca e língua, também o tabaco não é queimado de forma direta e sim aquecido,
pois em momento algum o carvão tem contato com ele, apenas o calor liberado do carvão
aquece o tabaco e o melaço liberando a fumaça. O único problema do shisha é o carvão
que este sim pode liberar substancia nocivas a saúde, mas facilmente resolvido
usando carvões de fibra de coco, pois eles reduzem ao máximo a emissão de gases
nocivos a nosso corpo.
Também no shisha não tragamos como o cigarro, pois um
fumante de cigarro puxa a fumaça enche os pulmões consegue conversar e depois
solta a fumaça, nota-se que quando sai a fumaça ela sai bem fraca sendo que
metade foi absorvida pelos pulmões, no shisha é diferente, você puxa uma grande
quantidade e solta imediatamente, causando ate admiração de quem vê a fumaça
saindo de sua boca pela grande quantidade exalada. O que devemos fazer é usar
boas essências, uma shisha grande (quanto maior o caminho da fumaça ate a boca
é melhor a filtragem e o sabor) e carvões naturais, ai teremos o máximo do
sabor e um pouco mais de segurança a nossa saúde, mas como já disse no começo, também
a shisha faz mal a saúde, mas em uma escala muito reduzida a do cigarro.
EXPLOSÕES:
Bom, agora vamos comentar sobre as explosões que temos visto
em vídeos pelo Brasil afora, e uma que aconteceu recentemente que esta em
evidencia na mídia.
O shisha é feito pra usar somente água, pode se normal,
filtrada, gelada, com gelo, do rio, do mar, da torneira, da chuva, mas usa-se
somente agua, pois ela serve para resfriar a fumaça e filtrar as cinza que
possa vir do carvão, somente para isso. Então nada de colocar whisky, vodca,
leite, café, Coca-Cola, álcool no vidro base.
O carvão também deve ser aceso com uma vela e muita paciência,
no fogão de casa ou com um isqueiro maçarico que é o mais indicado, o shisha
requer paciência para fuma-lo, é uma terapia, um ritual, você prepara o vidro
base, prepara o fornilho com a essência, alumínio, os furinhos tudo com calma,
na hora de acender o carvão também é igual. Com calma, o acenda completamente e
use-o somente quando estiver 100% em brasa (vermelho), agora o que acontece é
que leigos que não conhecem nada da cultura do shisha querem se aventurar por
modismo e acabam cometendo essas burradas que vemos nos vídeos, jamais tente
acender o carvão com álcool, isso não existe, ate por que o carvão não é igual
ao carvão de churrasco, se você tem pressa de fumar compre carvões com pólvora,
pois eles acendem instantaneamente, mas tem um gosto horrível, mas é melhor
fumar com gosto ruim do que ter o corpo todo queimado por burrice e pressa.
O certo era o shisha ser usado somente por pessoas que conhecem
sua historia sua cultura, pois seu uso é sempre em ocasiões festivas ou uma reunião
com amigos, sempre em um lugar apropriado, em um momento apropriado, mas hoje devido
aos meios de comunicação, principalmente as “novelas”, vira modismo, pessoas
acabam comprando para uso e também presenteando outras, que vão se aventurar sem
antes conhecer a fundo o que realmente é o shisha.
A todas boas sessões de Shisha, e boa dança.
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