PROVÉRBIOS ÁRABE DO DIA:

"Dança do ventre, é a modalidade de dança que melhor simboliza a essência da criação, onde se agradecia o milagre da vida, louvando, com dança e oração, o prazer, o nascimento e a sensualidade feminina."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

OS TIPOS DE DANÇA DO VENTRE E SEUS ARTEFATOS



A Dança do Ventre é uma arte que encanta homens e mulheres há séculos, talvez mais do que séculos, diria milênios, encanta com sua beleza, mistérios, graça e sensualidade. Ao longo dos anos recentes essa dança foi se enriquecendo e tendo alguns elementos da dança moderna adicionados, como as bases do Ballet clássico (praticamente é hoje a base usada em todas as escolas). Já o aprofundamento de algumas bailarinas no estudo dessa dança pode permitir a fusão dessa arte milenar com artefatos moderníssimos como o Swing poi, por exemplo. Mas de quantas formas podemos interpretar essa dança nos palcos? Quais artefatos podemos usar na dança do ventre? Quais os tipos de dança do ventre que podemos dançar?
Dúvidas comuns para as bailarinas e futuras bailarinas, então vamos tirar alguns esclarecimentos sobre a dança:

Dança do ventre Tradicional: Pela lógica a dança tradicional é aquela que é dançada no país que consideramos de origem, por exemplo, o Samba é uma dança tradicional do Brasil. Dança do ventre tradicional é a dança do ventre executada na sua forma mais original, ou seja, é a dança do ventre “pura”, se é que podemos chamar uma dança milenar de pura. Trata-se de uma dança mais descontraída e popular. A música geralmente é mais homogênea, não contendo tantas variações na contagem de tempo. O traje é o tradicional de duas peças.

Dança do ventre Clássica: Como já sugere o nome possui bases e influencias de movimentos do Ballet clássico como, movimentos de giros, pés em meia-ponta, postura elegante de bailarina, além de braços clássicos bem definidos. Tudo isso associado aos movimentos da dança do ventre é claro! É dançada na música clássica feita por uma orquestra é lógico! Mas não uma música clássica comum, mas sim a música clássica Árabe e oriental. São músicas lindíssimas que possuem muitas variações de ritmos, são bem longas podendo variar de 6 minutos até 13 minutos, possuem introduções instrumentais longas em torno de 1 minuto. A bailarina pode usar o traje de 2 peças ou um vestido se estiverem bem caracterizados para a música. Na maioria das músicas clássicas fica maravilhoso se a bailarina fizer uma entrada com véu.

Dança do ventre moderna: Muitas das músicas de Oum Koulsoum foram regravadas com uma interpretação mais moderna, além do surgimento de novos cantores trazendo para a música uma nova roupagem com influências mais populares e ocidentais, mas mantendo seus ritmos característicos. Para poder acompanhar a modernidade da música, ao dançar a bailarina deve estar de preferência usando um traje mais moderno assim como a sua interpretação coreográfica.

Folclore Árabe: As danças folclóricas de origem árabe e oriental são muitas, cada uma com sua história, localização, roupas e artefatos característicos, música e a população que a dançava. Podemos dançá-las de maneira mais fiel possível com todas as características da dança, também podemos dançar traços suaves delas quando aparecem levemente representadas em músicas clássicas e também podemos dar uma interpretação moderna a esses folclores. Esses são alguns exemplos dessas danças:
Said (Dança do bastão ou bengala), Baladi, Gawasi, Khaleege, Dabke, Meleah laf, Dança do jarro, Dança das flores, Karcilama, dança Núbia, Fallahi, Haggala Tribal.

Artefatos que você pode usar na Dança do ventre:
Espada, Punhal, Pandeiro, Véu duplo, Véu de seda, Véu tradicional, Véus Wings, Bastão, Bengala, Véu poi, 7 véus, Snujs, Taças, Candelabro, Cesta de Flores, Jarro, Serpente.

(algumas citações foram tiradas da internet sem saber qual a fonte original para creditar).





As danças “Ventranas”

por: Jamal Marzuq

Elas, sempre belas, pairam sobre o palco, Bailarinas do Ventre ou simplesmente “Ventranas”.
Ah! Como sou louco por elas, que giram, giram, parecem ligadas a manivela, me levando em seus giros ao mundo novo, porem muito conhecido.
Elas tem armas de pura sedução, armas de encantamento, armas de persuasão, quando se alia a elas belas Bailarinas Ventranas, me deixa sem ação, pois já estou pego em seu jeito meigo, estou pego definitivamente, preso em seu mundo, preso dentro de seu coração.
Vem com véus esvoaçantes, vem com taças flamejantes, vem com curvos bastões, às vezes tem fogo sobre ti, às vezes agua em jarros dourados, reluzentes, ocultos atrás de belo olhar.
Bailarinas divinas, que ocupam os espaços dançando, com seus véus jogando, vibrando, balançando, coloridos, suaves, leves, divinos, enfeitam o mundo, em cores e movimentos sincronizados, ah que bom, ter o dom da visão para tudo isso deslumbrar.
Mulher , diva, deusa, princesa, sim simplesmente bailarina Ventrana, que soma tudo isso dentro de si, unida a sua dança magica com seus variados artefatos magicos, é para todo o sempre minha fonte de inspiração, minha musa, minha vida, sem você sou apenas mais um, comum, em vão, dedico a todas bailarinas Ventranas este simples poema, que posso ser soado em uma linda canção.


bailarina foto: Alex Delora (Ukrania).

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

JAMAL ENTREVISTA - SILENE SANTILLI



  





Entrevista com a Bailarina Silene Santilli Bailarina Internacional, Professora de Yoga e Professora de Dança do Ventre (CREF-018559-P/SP), Proprietária da Escola Maktub na Cidade de Marilia-Sp, confiram:











Jamal Marzuq - Silene, quero a agradecer por estar nos concebendo esta entrevista para o Blog, falando um pouco sobre seu trabalho dentro e fora do Brasil.
Silene Santilli -  Querido Jamal é uma honra, poder estar dividindo um pouquinho da minha Jornada com você e as nossas amigas bailarinas.

JM - Como foi a sua iniciação Dança do Ventre?
Silene Santilli - Meu primeiro contato com a dança foi 2000, por meios virtuais, nessa época não havia a disponibilidade de tantos artefatos para nós iniciantes e dança não era tão conhecida como é hoje, havia pouquíssimas professoras no interior.

JM - É uma paixão (dança do ventre)?

Silene Santilli - Eu digo que é mais do que Paixão, pois paixão uma hora acaba, eu acredito que seja Amor, pois uma vez flechado, é para sempre, um Casamento mesmo!


JM - Você teve experiências fora do Brasil, como dançar em outros Países, nos conte um pouco dessa experiência única?
Silene Santilli  - Foram experiências maravilhosas, que tive a oportunidade de vivenciar, Aprender principalmente nada como beber da fonte e andar de pé no chão com eles estive dançando em resorts de Hurgada (Egito), dançando em festivais no Cairo. Foi um presente de Deus.

JM - Me fale do Egito, é verdade que existe uma magia lá para as bailarinas?
Silene Santilli  - Acredito que seja o sonho de qualquer bailarina pisar num palco egípcio, é diferente sim, a energia, a entrega dos músicos, a emoção de estar dançando para grandes Mestras da dança Oriental, é indescritível.

JM - Eu disse em uma matéria recente postada no  Blog que comparo a Dança do Ventre ao Yoga em forma de dança, você como profissional na área da dança e do yoga concorda?
Silene Santilli  - Embora sejam coisas distintas, não consigo separar minha dança do yoga, pois através do yoga que consigo trabalhos de chão sem esforços, flexibilidade e maleabilidade muscular, equilíbrio em giros e concentração ajuda demais no controle das emoções, principalmente ao entrar em cena, eu recomendo a todas as bailarinas.

JM - Espadas, candelabros, véus, jarros, adagas, são acessórios que se acrescentaram a Dança do Ventre, você com sua experiência em terras nativas da dança, nos conte se lá também se usam esses acessórios?
Silene Santilli  - Algumas dessas danças são apenas danças fantasias, as mais conhecidas lá são usadas em cortejos de casamento como o candelabro e em shows em resorts, bengalas foi o máximo que vi, nós ocidentais usamos muito mais adereços do que os nativos.

JM - Alguma aluna nível avançado formada em sua escola ministra aulas, e o que você acha de alunas intermediarias, às vezes até iniciantes que se aventuram ministrando aulas?
Silene Santilli  - Acredito que a dança seja para todas, mas ao dar aulas, é o X da questão, ela tendo um bom preparo tendo passado por todas as fases, e tendo o comprometimento de sempre estar estudando e se aperfeiçoando não vejo problemas é importante espalharmos pelo mundo sementes e deixar o nosso legado de respeito e Amor a Cultura Oriental.

JM - Quais os benefícios a Dança do Ventre lhe trouxe?
Silene Santilli  - A dança do ventre mudou a minha vida, me trouxe autoestima,  a mulher que dança é muito mais feliz, e quem experimenta a felicidade não se contenta mais com a tristeza é a plenitude de uma mulher se encontrar e despertar o que estava adormecido.

JM - Temos um assunto rolando no Blog sobre a profissionalização da dança do ventre e a criação de uma associação de classe, qual sua posição referente a esse assunto?
Silene Santilli -  Hoje em dia temos muitas ramificações da dança, acho que toda bailarina professora ou aluna tem que estar sempre se aperfeiçoando, estudando bebendo de outras fontes, desde que seja com pessoas sérias, estudiosas não vejo problema agora em questão classe deveríamos nos preocupar não com títulos, pois isso não significa nada e sim com a “classe” dentro da dança, respeitando umas às outras, dividindo, somando conhecimentos, isso é o que realmente vale.
  
JM - Em algum momento se desencantou com a Dança do Ventre?
Silene Santilli -  Sim, infelizmente, tive algumas decepções dentro dança o Ego de bailarina, a briga de lantejoulas, mas foi superado com uma mudança de pensamento em seguir a minha verdade com humildade e respeito, e aprendendo com algumas dessas bailarinas o que nunca eu deveria fazer com outra, pois o ego destrói.

JM - A Dança do Ventre é uma dança Árabe, você acha que para aprender a dança do Ventre deve-se aprender também a Cultura Árabe?
Silene Santilli  - com toda certeza, você precisa saber, conhecer e estudar a cultura, isso é o respeito e seriedade, para  que ela nunca deixe de existir, não dá pra separar uma coisa da outra.

JM - O curso que fez de Fisiologia e Anatomia ajuda na hora de dar as aulas de Dança? Como?
Silene Santilli  - Sou credenciada pelo CREF, fiz cursos complementares na UNESP e UFMU de Anatomia e Fisiologia.
JM - Defina a Dança do Ventre, o que ela é pra você?
Silene Santilli  - Dança do Ventre é Amor, Respeito, Seriedade e dedicação é uma União para o resto da vida, não consigo me ver sem ela e todos os dias aprendo mais e mais e sempre continuarei aprendendo.

JM - O que você melhoraria na Dança do ventre no Brasil?
Silene Santilli  - Então, eu vejo a dança se perdendo um pouco, hoje você não vê bailarinas tão elegantes como as de antigamente, com classe, com dramatização o que vejo hoje é uma técnica violenta, mas pouca entrega eu mudaria o sentir, o que preciso para se dançar é coração, dançar com alma, emoção e energia, fazer a diferença e espalhar luz ao dançar.

JM - As pessoas que tiverem interessadas em aprender a Dança do Ventre, contratar workshops, shows deve-a contatar como?
Silene Santilli  - www.silenesantilli.com.br

JM - Quero agradecer pela entrevista, que cada vez mais o sucesso se faça presente em sua vida, e gostaria que deixasse uma mensagem ao nosso blog.
Silene Santilli  - Eu que agradeço a  oportunidade de poder falar o que penso e sinto a respeito da dança. Um grande beijo a você e a todas as colegas de dança e amantes da cultura oriental.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O NARGUILE EXPLOSIVO.



por: Jamal Marzuq

O narguilé explosivo, ultimamente estamos vendo diversas matérias relacionadas ao narguilé, primeiro é que ele faz mal a saúde, que é como se fumássemos 100 cigarros, agora que ele explode e pode ser fatal.

Bom “Habibas”, sei que muitas usam e apreciam o saboroso e refrescante shisha (narguilé), vamos então comentar sobre esse assunto no blog.

MALEFÍCIOS A SAÚDE:

O Shisha é um tipo de cachimbo de água, criado na China e difundido ao mundo pelos Árabes e Turcos, ainda hoje seu consumo é gigantesco nos países asiáticos, sendo usados diariamente varias vezes ao dia.
 Vamos falar sobre os seus malefícios: é claro que como todo tipo de fumaça ele não faz bem a saúde, mas também ele não é como o cigarro, e nem próximo de uma sessão de Shisha ser equivalente ao consumo de 100 cigarros, se fosse assim os árabes estariam todos com câncer e morreriam cedo devido aos malefícios que ele lhes causaria, e o que vemos é o contrario, os árabes tem uma grande longevidade e não se tem causos de câncer de pulmão, esôfago, laringe, garganta, língua, boca, onde é costumeiro ter por causa do uso frequente de cigarro. O que temos no shisha é sim a emissão de uma quantidade de fumaça equivalente a 100 cigarros, mas não que ela seja idêntica a do cigarro, pois no shisha o fumo usado é muito diferente do cigarro, sim se usa tabaco no shisha, mas é o tabaco puro colhido curado e cortado, misturado ao melaço ou mel e agentes de aroma e sabor. Já esta ai uma diferença do cigarro, mas continuemos, no shisha também não temos o calor que é grande causador de feridas e câncer na boca e língua por que no cigarro a fumaça vem quente devido à queima do tabaco no shisha isso não acontece, pois a fumaça quando entra em contato com a agua é resfriada imediatamente vindo gelada ate nossa boca com isso reduzindo ao máximo risco de micro queimaduras na boca e língua, também o tabaco não é queimado de forma direta e sim aquecido, pois em momento algum o carvão tem contato com ele, apenas o calor liberado do carvão aquece o tabaco e o melaço liberando a fumaça. O único problema do shisha é o carvão que este sim pode liberar substancia nocivas a saúde, mas facilmente resolvido usando carvões de fibra de coco, pois eles reduzem ao máximo a emissão de gases nocivos a nosso corpo.
Também no shisha não tragamos como o cigarro, pois um fumante de cigarro puxa a fumaça enche os pulmões consegue conversar e depois solta a fumaça, nota-se que quando sai a fumaça ela sai bem fraca sendo que metade foi absorvida pelos pulmões, no shisha é diferente, você puxa uma grande quantidade e solta imediatamente, causando ate admiração de quem vê a fumaça saindo de sua boca pela grande quantidade exalada. O que devemos fazer é usar boas essências, uma shisha grande (quanto maior o caminho da fumaça ate a boca é melhor a filtragem e o sabor) e carvões naturais, ai teremos o máximo do sabor e um pouco mais de segurança a nossa saúde, mas como já disse no começo, também a shisha faz mal a saúde, mas em uma escala muito reduzida a do cigarro.

EXPLOSÕES:

Bom, agora vamos comentar sobre as explosões que temos visto em vídeos pelo Brasil afora, e uma que aconteceu recentemente que esta em evidencia na mídia.
O shisha é feito pra usar somente água, pode se normal, filtrada, gelada, com gelo, do rio, do mar, da torneira, da chuva, mas usa-se somente agua, pois ela serve para resfriar a fumaça e filtrar as cinza que possa vir do carvão, somente para isso. Então nada de colocar whisky, vodca, leite, café, Coca-Cola, álcool no vidro base.

O carvão também deve ser aceso com uma vela e muita paciência, no fogão de casa ou com um isqueiro maçarico que é o mais indicado, o shisha requer paciência para fuma-lo, é uma terapia, um ritual, você prepara o vidro base, prepara o fornilho com a essência, alumínio, os furinhos tudo com calma, na hora de acender o carvão também é igual. Com calma, o acenda completamente e use-o somente quando estiver 100% em brasa (vermelho), agora o que acontece é que leigos que não conhecem nada da cultura do shisha querem se aventurar por modismo e acabam cometendo essas burradas que vemos nos vídeos, jamais tente acender o carvão com álcool, isso não existe, ate por que o carvão não é igual ao carvão de churrasco, se você tem pressa de fumar compre carvões com pólvora, pois eles acendem instantaneamente, mas tem um gosto horrível, mas é melhor fumar com gosto ruim do que ter o corpo todo queimado por burrice e pressa.

O certo era o shisha ser usado somente por pessoas que conhecem sua historia sua cultura, pois seu uso é sempre em ocasiões festivas ou uma reunião com amigos, sempre em um lugar apropriado, em um momento apropriado, mas hoje devido aos meios de comunicação, principalmente as “novelas”, vira modismo, pessoas acabam comprando para uso e também presenteando outras, que vão se aventurar sem antes conhecer a fundo o que realmente é o shisha.

A todas boas sessões de Shisha, e boa dança.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A DANÇA DA CURA.



Por: Jamal Marzuq

Que a dança do ventre é milenar, mística e poderosa isso todos já sabemos, mas acho que ela é muito mais do que simplesmente tudo isso, acho que ela é também curativa, isso mesmo, tem o poder de cura.
Tenho notado que na dança do ventre há poderes psicológicos, poderes medicinais, poderes de cura, na verdade tudo aquilo que nos faz bem, nos da um prazer intenso é em beneficio da nossa mente e de nosso corpo também, não tem nada confirmado cientificamente ainda, nenhuma pesquisa feita, mas notei que as mulheres ligadas à dança do ventre, vivem mais felizes, com menos problemas, são espontâneas, tem um brilho diferente nelas, não são mulheres comuns, é como se o corpo no momento da dança liberasse enzimas benéficas e com poder de cura e benfeitoria por todo o corpo, durante e pós a dança.

Conheci alguns casos de recuperação de pessoas que praticam dança do ventre, casos pós-cirúrgicos de recuperação bem eficaz, mais rápida, casos de depressão profunda que foram vencidos com a dança, também dois casos de cura total de câncer diagnosticado como maléfico e outros casos semelhantes. Já foi provado que algumas atividades fazem bem pro nosso corpo, saúde e mente, tenho plena certeza que a dança do ventre é completa, pois condiciona o físico, relaxa a mente, eleva a auto-estima, traz prazer a vida, comparo a dança do ventre a um Yoga dançante.

Quando se dança o corpo e a mente se sentem tão bem, que recebem todas as energias boas que a dança lhe traz, é como se abrisse um portal com outro mundo de onde absorve uma energia especial que cura todo o corpo, alma e mente, sim e da pra notar isso quando olhamos para a bailarina em seu momento de dança, o sorriso estampado no rosto, o prazer que ela esta sentindo, para ela só importa a dança, ela e a dança uma união perfeita onde a mulher se faz deusa e a musica se faz seu céu. Eu noto o prazer das bailarinas quando converso com elas e dizem que já, já terão aulas ou ensaios de dança, é como se fosse o momento máximo para elas, “é como o esfomeado diante um banquete imenso”, uma comparação diferente né? Mas é verdade! Pois a bailarina tem fome de dança do ventre, fome de aprender, fome de criar, fome de viver dentro daquilo que ela escolheu.

A dança do ventre é um beneficio geral para o corpo e para vida também, pois quem vive bem, com satisfação plena jamais adoece e retarda o envelhecimento precoce, acho que nós homens espectadores da dança também nos beneficiamos com isso, pois sinto um imenso prazer e satisfação quando vejo uma apresentação de dança, quando estou dentro daquele ambiente magico que a dança proporciona, e com isso também sou beneficiado com a energia da dança, com seu poder magico de cura, de bem estar, confesso que depois que passei a interagir diretamente com a dança do ventre, senti grandes melhoras, meu humor, minha auto estima, minha alegria, minha percepção e ate meu modo de agir mudou para melhor, hoje posso dizer que sou completamente feliz e realizado, tanto no meu emprego, nas minhas atividades que realizo e principalmente em fazer parte do universo da dança do ventre.
Por isso que eu estou sempre ligado a tudo que esta acontecendo no meio da dança, e através do meu blog tento passar algumas de minhas ideias os meus sentimentos pela dança do ventre.

Obrigado as maravilhosas bailarinas do Ventre.

Boa dança a todas.

Bailarina foto: Barbara Zank.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

JAMAL ENTREVISTA - VANDA FENNER.


  

É com uma grande satisfação que abrimos nosso novo espaço de entrevistas, entrevistando a Bailarina Vanda Fenner, Bailarina, Coreógrafa e Professora de Dança do Ventre (DRT-34501/SP). Formada em Terapia Holística CRT 40378, em São Paulo com ênfase nas técnicas corporais tais como, Yoga (instrutor), Massagens Orientais (Do-in, Shiatsu, Reflexologia, Massagem Ayurvédica)  , Reiki Nível III (Método Usui Tibetano) , Floral de Bach, Terapia Ortomolecular e Acupuntura Auricular. Possui também formação em Psicanálise Clínica RPC 037/08, pela Escola de Psicanálise Diálogo Aberto. Concluiu também o Curso Profissionalizante de Dança Oriental com a Bailarina Ályyta Suhair (2008/2010). Atualmente dedica-se a realização de eventos árabes, ministra aulas e workshops de danças árabes e apresenta um programa direcionado a informação para bellydancers.


Jamal Marzuq- Primeiramente agradeço a oportunidade de nos conceder essa entrevista para o Blog, falando um pouco sobre seu trabalho.
Vanda Fenner- Me sinto imensamente honrada em poder falar sobre minha trajetória na dança. É um reconhecimento ao meu trabalho árduo e dedicação a um trabalho de anos.

J.M-Conte-nos um pouco sobre o início de sua trajetória e como você se interessou pela Dança do Ventre?
Vanda Fenner- Tive contato com a música árabe desde criança, pois meu pai é libanês e sempre colocava no carro (naquela época fitas cassete) dabke e músicas de Om Kalthoum. Sempre tive contato com a dança, mas fui aprender numa escola realmente quando tinha 21 anos.  Tive uma professora muito exigente seu nome era Roberta Nazrat. Desse dia em diante tive a certeza que a Dança tinha me escolhido e não o contrário.
Busquei aulas com diversos profissionais, até fazer o Curso Profissionalizante com uma bailarina maravilhosa, que me mostrou o verdadeiro sentido da dança em nossa vida, o sentido da generosidade em ensinar, em aperfeiçoar o outro.

J.M-Hoje a dança do ventre é a sua única profissão ou você tem outra atividade?
Vanda Fenner- Hoje toda minha vida gira em torno da Dança Oriental. Dou aulas à noite, tenho um programa direcionado PROGRAMA BELLYSTARS BY VANDA FENNER na Vivitv, onde entrevisto bailarinas e cantores da música oriental. E também me dedico à realização de Eventos Árabes no Vale do Paraíba.
  
J.M- Ensinar a Dança do Ventre pra você é?
Vanda Fenner- É minha vida... Minha realização. Gosto de ser a “Criadora” e ver minhas “Criaturas” brilhando. Quando vejo minhas alunas dançando, acreditando em si mesmas me emociono. Penso que todo esforço vale a pena e creio na Transformação Divina que a Dança faz em nossa vida.

J.M-Quais suas músicas preferidas para dançar (ritmos)?
Vanda Fenner- Amo as músicas clássicas como Ana Bastanak, Batwannis Beek e Inta Omri. Mas tenho muita facilidade para dançar percussão de improviso também.

J.M- Em algum momento da sua vida você pensou em desistir da Dança do Ventre? E quais os maiores desafios que você enfrentou dentro da dança?
Vanda Fenner- Já pensei em desistir sim... Quem diz que nunca pensou está mentindo. Mas seria tirar o ar que eu respiro, seria viver sem paixão.
Todos os dias enfrentamos obstáculos como: críticas negativas, pessoas que desconhecem seu trabalho e o quanto você se esforçou para chegar onde está e simplesmente tentam te detonar. Os desafios da profissão são muitos, como também a falta de remuneração adequada, alto investimento na formação, nos figurinos também.

J.M-O que acha dessas novas fusões na Dança do ventre?
Vanda Fenner- Acho que tudo é válido. Tem fusões muito interessantes e outras muito infelizes... Cabe ao profissional ter bom senso em saber fazer um trabalho criativo e que não venha denegrir a cultura árabe.

J.M- Como você vê o mercado da Dança do Ventre hoje no Brasil (eventos, aulas)?
Vanda Fenner- Vejo que hoje as bailarinas são fabricadas em série...rs. Precisam ter “selos” e “padrões”. Daí você assiste uma e as outras acabam sendo exatamente iguais..rs.
Eu sempre fiz aula com grandes profissionais nacionais e internacionais, mas sempre preservei minha “essência”, minha “identidade”. Não quero ser cópia de ninguém.
Os eventos são grandiosos mas sempre com aquelas ressalvas em relação aos concursos. Vejo “Profissionais” no júri que sequer reconhecem alteração de ritmo na música clássica quando dançam como tem a capacidade para avaliar?
Digo que o Mercado continua equivocado, entrevisto no meu programa muita gente boa que não aparece na mídia. Faz um trabalho coerente, mas não tem visibilidade porque não paga anúncio de contracapa em revista especializada. (kkkkk)

J.M- Que benefícios a dança lhe trouxe?
Vanda Fenner- A Dança me trouxe autoconfiança, me deixa sempre expressar meus sentimentos e me realiza.

J.M-Temos um assunto rolando no Blog sobre a profissionalização da dança do ventre e a criação de uma associação de classe, qual sua posição referente a esse assunto?
Vanda Fenner- Concordo plenamente com isso. Devemos nos unir e lutar pela PROFISSIONALIZAÇÃO assegurando assim nossos direitos. Fazendo com que nossa profissão seja regulamentada e respeitada por todos.

J.M- Como foi pra você fazer seu primeiro evento?
Vanda Fenner- Foi difícil, pois exige muita organização e administração. Nada pode passar despercebido. Um evento para ser bem sucedido e ter credibilidade tem que ser sério. Levar entretenimento ao público não perdendo o foco e a qualidade.
    
J.M-Você acha que para aprender a dança do Ventre deve-se aprender também um pouco da Cultura Árabe?
Vanda Fenner- Sem dúvida nenhuma! O que mais vemos são equívocos nesse sentido. Pois se você vai aprender a dança de um povo, deve conhecer seus costumes, sua essência.

J.M-Que dicas você daria para quem quer se tornar profissional na Dança do Ventre?
Vanda Fenner- Seja humilde SEMPRE! Busque bons profissionais para lhe ensinar, não faça inimizades no meio, pois além de ser deselegante poderá lhe prejudicar futuramente. Aprenda com as críticas, cresça com elas. Saiba que nunca estaremos “Prontas”, pois temos sempre algo a aprender. Não desista de sua essência e seja GRATO a todos os MESTRES que passaram por sua formação.

J.M-Se você pudesse definir a Dança do Ventre em uma frase qual seria?
Vanda Fenner- Uma poesia expressada com o corpo em movimento.

J.M-Sua escola de Dança do Ventre fica em qual cidade?
Vanda Fenner- Atualmente tenho minha própria escola em Taubaté. O Bellydance Studio by Vanda Fenner.

J.M- Você comentou que tem um programa na TV, me fale um pouco sobre ele?
Vanda Fenner- O PROGRAMA BELLYSTARS BY VANDA FENNER na Vivitv Emissora em São José dos Campos para mim foi à realização de um sonho.
A convite da minha Produtora Vivian Moura idealizamos um programa que pudesse divulgar o trabalho de vários profissionais da área bem como Cantores e Bailarinos. Existe uma carência no mercado de programas especializados.
Convido profissionais que admiro e pessoas que fazem um trabalho sério na área da Dança e da Música Oriental.

J.M-As pessoas que tiverem interessadas em aprender a Dança do Ventre, contratar workshops, shows deve-a contatar como?
Vanda Fenner:
Meu site: www.vandafenner.com.br
Meu programa: www.vivitv.tv todas as quintas-feiras às 22 hs.
Meu e-mail: vandafenner@gmail.com
    
J.M-Há alguma pergunta que queira me fazer?
Vanda Fenner- Sim... Quando virá no meu programa para falarmos do blog? ..rs
Jamal: Estou esperando o convite! Isso foi um convite?

J.M- Agradeço pela entrevista, que tenha sucesso sempre em tudo que fizer, e gostaria que deixasse uma mensagem aos nossos leitores do blog.
Vanda Fenner- Fico lisonjeada em conceder a entrevista a um blog que trata a temática da dança árabe de forma tão séria e imparcial.
Minha mensagem é para as Bellydancers: Nunca duvide do seu potencial, busque meios para aperfeiçoá-lo! Acredite que aprendemos mais com nossas derrotas e nos tornamos mais fortes para saborear nossas vitórias!
E como digo sempre: Vamos Espalhar nosso Glamour meninas!

sábado, 19 de janeiro de 2013

A DANÇA EM RESTAURANTES (PARTE II)



Por: Jamal Marzuq

Olá “habibas”, quero falar novamente sobre a dança do ventre em restaurantes, bares, festas e afins. Como eu já disse em uma postagem mais antiga, a dança em lugares assim é bem complicada e tem muitos fatores que devemos analisar para que se de uma boa apresentação, eu entendo por uma boa apresentação aquela em que a bailarina atrai para ela todas as atenções, e no final é agraciada pela alegria dos clientes e uma calorosa salva de palmas.

Dançar em uma casa típica árabe onde já se tem um camarim exclusivo, decoração, clima voltado à dança, publico, tudo que faz um ambiente da cultura árabe e as danças típicas árabes é bem mais fácil do que dançar em uma festa ou um restaurante/bar que não sejam ligados a essa cultura, mas eu quero justamente falar sobre isso, por que vi que hoje muitos estabelecimentos estão recorrendo à dança do ventre para somarem ao seu cardápio, sim, eu digo cardápio por que como gosto de falar a dança do ventre alimenta a nossa alma. Então hoje esta sendo comum a presença de bailarinas do ventre em cantinas, pizzarias, churrascarias, barzinhos, festas de casamento, de aniversario e outros eventos, mas ai que mora um certo perigo, pois se tratando de um ambiente fora do acostumado, a bailarina deve tomar muito cuidado em suas apresentações e também deve se organizar muito bem com os organizadores/ proprietários de tais lugares.
Suponhamos uma festa de casamento, aniversario ou uma confraternização, é um ambiente totalmente diferente, ainda mais se tratando de pessoas leigas a cultura da dança do ventre, a bailarina deve usar roupas que cobrem mais o corpo, evitar dançar musicas onde exigem movimentos sensuais, e também devemos levar em consideração que o publico estará farto de bebidas na cabeça então devemos animar, ali ninguém ira reparar em seu desempenho e sim na alegria da dança, então o indicado é ritmos alegres como o Said, onde a bailarina pode se soltar mais, usar o bastão e agitar o publico pedindo a participação com palmas, normalmente sempre entra um mais exaltadinho em cena para “acompanhar” a bailarina dançando como uma serpente, bem típico de desenho animado, para finalizar um belo Dabke é sucesso garantido, ah, mas com passos simples, nada de querer inventar.
  

Em um restaurante ou barzinho, já se pode dançar outros ritmos, mas também evitar abusar das roupas sensuais é aconselhável escolher musicas curtas para não cansar os “leigos” que assistem, pois muitas pessoas estão mais interessadas no papo com amigos e na sua bebida ou comida do que na dança, lembrem-se ali não é uma casa de dança e sim um local que resolveu acrescentar a dança como um atrativo a mais, então devemos respeitar o publico que frequenta aquele local, que às vezes foi ali para beber com os amigos e não para ver uma apresentação de dança do ventre, mas é justamente por isso que a bailarina deve fazer uma apresentação cativante, para mostrar aos leigos a nossa dança, a fazê-los gostar e procurar a conhecer mais profundamente a dança do ventre. Então o segredo é musicas que nelas se alternam vários ritmos, onde a bailarina em uma única musica possa mostrar toda a versatilidade de movimentos da dança do ventre, e tudo isso em uma musica de no máximo 5 minutos de duração. Antes de entrar em cena é bom combinar com o dono ou gerente do estabelecimento em fazer uma apresentação explicando aos clientes que terá a apresentação da dança no local, assim você já não é uma intrusa e sim uma convidada naquele local, isso prendera atenção dos clientes, pois eu já fui a lugares que colocavam uma coisa diferente do acostumado e ouvia comentários do tipo: -Deve ser aniversario de alguém e chamou o amigo pra tocar e cantar! Ou a amiga pra dançar! E acabam não dando a atenção achando que a atração é de exclusividade de outra mesa.
A bailarina deve dar um tempo entre as apresentações para os clientes não ficarem desconfortáveis e os deixar seguir a rotina normal que estão acostumados, como: fazer seus pedidos ao garçom, beliscarem seus petiscos, irem ao banheiro, então 5 minutos de dança e intervalos de 15 a 20 minutos entre as apresentações é bem tolerável, se tiver mais de uma bailarina ai da para se dançar duas musicas seguidas no tempo de somado de 10 minutos (cada uma dançara uma musica de 5 minutos) e mantem o intervalo de 20 a 30 minutos. Mas sempre tenha um plano “B” na manga, se você notar que esta agradando, que estão esperando pela próxima apresentação, ai deve diminuir o espaço do intervalo para 10 a 15 minutos, mas mantenha no máximo 2 danças em cada apresentação, independentemente o n úmero de bailarinas que tenha para dançar.
Bom nem é preciso falar que nas apresentações a bailarina devera estar sempre sorridente, espontânea, por que isso todas as bailarinas de dança do ventre já tem em si.

Espero que este texto ajude as bailarinas que se apresentam em vários lugares, e lembrem-se quando se apresentarem vocês são as embaixadoras da dança do ventre e cabe a vocês bailarinas em mostrar toda a seriedade, beleza, encanto e profissionalismo que existe na dança do ventre a todos que ainda não a conhecem.

Boa dança a todas.

Bailarina foto: Mahina

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

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