PROVÉRBIOS ÁRABE DO DIA:

"Dança do ventre, é a modalidade de dança que melhor simboliza a essência da criação, onde se agradecia o milagre da vida, louvando, com dança e oração, o prazer, o nascimento e a sensualidade feminina."

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O PERIGO DO SALTO ALTO NA DANÇA

Pressão: na dança de salto a força exercida sobrecarrega demais os dedos dos pés
Dançar de salto sobrecarrega os dedos dos pés
Estudo mostrou que dançar usando saltos altos exerce pressão extrema sobre os dedos
Usar saltos altos para dançar pode dar um ar mais gracioso aos movimentos da mulher. No entanto, cientistas afirmam que os saltos também adicionam uma dose extra de pressão sobre os dedos dos pés de quem dança usando esse tipo de calçado.
Pesquisadores britânicos e chineses decidiram medir a força exercida na sola dos pés de seis dançarinos profissionais e constataram que, quando eles dançavam com os pés descalços, a força era espalhada de forma equilibrada entre o calcanhar e os dedos dos pés. Quando avaliaram os mesmos dançarinos dançando de saltos altos observaram que isso resultou em mais força sendo transferida para a parte posterior dos pés.
Os resultados do estudo estão publicados na última edição da revista especializada International Journal of Experimental and Computational Biomechanics.
Segundo o pesquisador Yaodong Gu, da Liverpool John Moores University, do Reino Unido, e seus colegas, dançar usando saltos de 10 centímetros pode levar a uma pressão três vezes mais intensa do que a atmosférica sobre os dedos dos pés.
Os pesquisadores afirmam que tal pressão intensificada na parte posterior dos pés por longos períodos de tempo pode levar ao desconforto e à condição de dor chamada fascite plantar. Os autores do estudo sugerem que os resultados observados podem ajudar a melhorar o design dos sapatos de dança de saltos altos.
 “A maioria dos estudos publicados é focada nos efeitos dos sapatos de saltos altos no caminhar, enquanto pesquisas sobre locomoção mais intensa, como é o caso da dança, são bastante limitadas”, destacaram os pesquisadores.
fonte: saude.ig.com.br

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A BAILARINA DE CRISTAL

Por: Jamal Marzuq


Era comum ter vontades em seu coração, ter sonhos, querer conhecer todos os lugares, sentir-se livre, fazer aquilo que a agrada, não ter horas pra voltar, expandir seus horizontes, buscar conhecimento, era o seu desejo, mas, apenas ficava tudo isso em sua mente, essa sim viajava buscava conhecimento, se encantava, aprendia, pois era a única parte de seu corpo que estava livre, livre da cama que repousava desde que nascera.
Sofria de paralisia total adquirida já em seu nascimento a qual não permitia movimentos de nenhum de seus membros, sua cama era sua vida e o quarto seu mundo particular, dentro dele vivia suas historias, muitas vezes se informava do mundo quando alguma colega a ajudava usar o computador, seus olhos ficavam deslumbrados com a beleza que via pela tela de seu pc, viajando pelo mundo.
Sabia da vida ativa que existia fora de suas paredes, seus olhos para o mundo eram sua televisão e computador, um dia assistiu em um programa da TV uma apresentação de dança do ventre, tinha varias bailarinas no palco, encantou-se com a magia da dança, com a energia que elas passavam, suas roupas deslumbrantes, ficou entusiasmada, eufórica, sentiu uma sensação que não sentia, mas ao mesmo tempo de sua alegria veio a tristeza de saber que jamais poderia sentir o prazer de dançar como as bailarinas que assistira. Caiu em profundo desgosto de sua vida limitada, queria ser normal, sentir os seus pés tocar o chão, o peso de seu corpo apoiado sobre suas pernas, andar, correr, dançar, mas era impossível o máximo que podia fazer era sentar-se em sua cama ajudada e amparada por alguém.
Mas em sua cabeça ficou a imagem daquelas bailarinas do programa da TV, muitas vezes sonhava com isso, mas nunca sonhou em estar dançando e sim assistindo as bailarinas.
Um dia pediu a uma amiga que mostrasse na internet artigos e vídeos sobre dança do ventre, logo estava diante de alguns vídeos que rodam na rede, apresentações de maravilhosas bailarinas, seus olhos brilhavam ao assistir, enchiam de lagrimas, sentia dentro de si as batidas da musica, sua face acompanhava a melodia, ela compenetrada não prestava atenção em mais nada apenas no vídeo que estava assistindo. Uma amiga próxima vendo seu interesse pela dança do ventre resolveu lhe fazer uma surpresa, certo dia combinou com seus pais e a levou a uma escola da danças que tinha aulas de dança do ventre, quando chegou na escola foi recebida com carinho pela professora e as alunas e dedicaram a ela uma dança, que em sua cadeira de rodas não se cabia em si, presenciando ao vivo a uma apresentação de dança do ventre e ainda dedicada exclusivamente a ela, seus olhos vertiam lagrimas, desta vez de emoção, de alegria, estava começando a viver um sonho, estava vivendo os seus sonhos, que por muitas noites eram comuns a ela. Terminado a apresentação a professora veio lhe fazer um convite que mudaria sua vida, a convidou pra fazer parte do grupo, a vir frequentar as aulas de dança, ficou eufórica, e ao mesmo tempo triste e perguntou a professora como ela podia frequentar uma aula se não podia dançar, pois não tinha os movimentos de pernas e braços tão fundamentais para se dançar, a resposta da professora a fez ficar irradiante:
- Não precisa ter movimentos para se dançar, a sua presença no palco, o seu sentir da musica, sua emoção, já a faz dançar, os movimentos são apenas detalhes, você deve dançar pra você primeiramente, e isso já vi que faz quando esta diante da musica!
Aquelas palavras caíram em seu coração como um balsamo, era verdade, ela dançava com sua mente acompanhando os movimentos das bailarinas. Empolgada começou cada vez mais a estudar sobre a dança, estudou a cultura em que a dança do ventre foi criada, estudou sobre a anatomia humana e a influencia que a dança traz sobre ela, estudou sobre as técnicas, os ritmos, os estilos, era uma mestra em conhecimentos, sua teoria superava em muito a sua professora, participou de muitas apresentações e festivais, era presença no palco em todas as apresentações, tinha sempre uma guia que a conduzia em sua cadeira com movimentos cadenciados com a coreografia da dança, exibia seu belo sorriso e encantava a quem a assistia.
Logo passou a criar suas coreografias, ela montava o espetáculo com suas ideias, ganhou muitos concursos, com as coreografias que montava, era sempre inovadora e original, a dança mudou sua vida, em seus sonhos agora ela se via dançando, podia sentir a sensação de estar rodopiando com os braços ao alto, apoiada em suas pernas, sentia seus pés no chão, era uma sensação real, seus sonhos eram sempre tão reais. Ganhou prestigio e reconhecimento no meio da dança, muitas bailarinas queriam ser coreografadas por ela, logo veio o titulo A Bailarina de Cristal, seu quarto agora servia apenas para descansar e ter novas ideias, era eternamente agradecida a sua amiga que lhe tirou de seu mundo onde não vivia, e sim existia, a sua professora que lhe deu esperança,  e a dança do ventre que a fez se encantar no primeiro momento que a viu e que a fez ter determinação pra ser cada vez melhor naquilo que podia fazer, com a dança se tornou uma profissional do meio, conheceu muitos países onde participava de festivais, e também era chamada a dar palestras sobre dança, coreografias modernas e seu estilo próprio. A dança do ventre mudou sua vida e hoje é feliz, A Bailarina de Cristal pode ser frágil aos olhos, mas sua competência e seu brilho é imenso e insuperável.


Esse conto faz parte do livro: Um dia, Uma noite, Dançando com você!  De Jamal Marzuq, que em breve será lançado.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Shawarma Assado Com Batatas

 Receitas do Jamal: Esse é um prato que agrada qualquer paladar, muito saboroso.

Ingredientes
  • 1 kg de miolo de alcatra cortado em tirinhas finas
  • 3 cebolas picadas
  • 3 dentes de alho picados
  • 1 col. sopa de sal
  • 1 e ½ col. chá de 7 temperos
  • ¼ col. chá de pimenta caiena (opcional)
  • 2 folhas de loro
  • ½ col. chá de canela
  • 6 col. sopa azeite
  • ¼ de copo de vinagre
  • 1 casca ralada de um limão
  • Suco de uma laranja
  • 2 batatas cortadas em cubos
Modo de Preparo
  • Misture os temperos com o vinagre, o suco da laranja, a cebola, o alho, a casca de limão ralada e o azeite.
  • Deixe a carne de molho na mistura, na geladeira, por 12 horas.
  • Coloque a batata no fundo de uma assadeira e coloque em cima a carne e o molho do marinado e asse no forno em fogo alto por aproximadamente 40 min.
  • Sirva com molho de tahine e pão sírio.

terça-feira, 24 de maio de 2011

INSTRUMENTOS ÁRABES

Bendir
O Bendir é um pandeiro típico do Marrocos e Algéria. A característica marcante deste instrumento é as cordas que correm por dentro do corpo, rentes ao couro. Geralmente são 2 cordas, mas pode ser mais. Elas são responsáveis pelo som de zumbido característico, marcante na música Berber.
Esse pandeiro grande tem uns 20cm de largura (profundidade), e é feito de couro de cabra e madeira. Tem até 70cm de diâmetro. O Bendir costuma ser decorado com desenhos ou frases do Alcorão, usando para isso a henna. Ele tem um pequeno furo na parte de baixo, usado para equilibrar o instrumento na base do polegar esquerdo, enquanto os dedos da mão esquerda batem de leve na borda e a mão direita toca na borda e no centro. As batidas no centro soam parecidas com o som do Tar, um pandeiro que não tem as cordas. As batidas no centro criam um tom estridente que morre rápido.

Derbaque
O instrumento mais usado e mais conhecido da música árabe é o derbaque, com seus vários timbres e dinamismo, podendo ser usado desde só para marcar o ritmo básico ou até para fazer solos muito elaborados.
Ele é muito associado à música árabe como a voz principal da percussão. Seu formato de ampulheta ou taça permite que seja facilmente acomodado no colo do derbaquista, e é assim que ele é tocado. O corpo oco pode ser feito de níquel, cerâmica ou alumínio comprimido. O topo pode ser feito de pele (de peixe ou cabra) ou plástico (atualmente). Quando feito de pele, pode ser colado com pregos ou cola, e neste caso o instrumento deve ser aquecido para afinar. O modelo mais usado por profissionais é o de alumínio com topo de plástico, afinado com uma chave. Tem cerca de 45cm de altura e 22cm de diâmetro.
Do outro lado do Mediterrâneo, conhecidos compositores europeus usaram o derbaque em seus trabalhos de orquestra, como por exemplo, na Ópera Trojan de Berlioz (1869) ou no Prometheus de Carl Orff (1968). Jimmi Page e Robert Plant convidaram o percussionista egípcio Hossam Ramzy para participar da gravação e turnê do "No Quarter", unledded, tocando o derbaque.

Riq
Riq é o nome egípcio para um pandeiro pequeno (em média 22cm de diâmetro e 6,5cm de espessura), tradicionalmente coberto com couro de cabra ou peixe (peixe é o melhor), e com cinco pratinhos duplos de latão, com mais ou menos 5cm de diâmetro. A moldura de madeira pode ser decorada com madrepérola.
O riq é muito valorizado, por causa da grande variedade de sons que pode produzir, como o som do couro totalmente abafado, parcialmente abafado ou não abafado, fazendo soar todos os címbalos ao mesmo tempo ou só um conjunto deles isoladamente.
Na primeira metade do séc. XX, era comum ter o riq como instrumento solo de percussão em orquestras.
O Riq é tocado segurando-o com as duas mãos, e usando-se os dedos para bater no couro ou tocar os pratinhos.
Carkabib
Os Carkabib (ou karkabas, ou k'rkbs, ou qaraqeb) são usados pelos Gnawa (tribo do Maghreb) em suas músicas tradicionais, acompanhando danças de transe com as quais trazem a cura para as pessoas doentes, chamadas Stambali. Assim como os snujs, ele é tocado com dois pares (um em cada mão).
Pertencem à família dos idiofones, e consistem de duas barras de metal planas com dois círculos convexos (pequenos címbalos), tocados abrindo e fechando as mãos. Cada carkabib tem cerca de 26,3 cm de comprimento e no máximo 9,5cm de largura. Eles são feitos por ferreiros especializados.

Tabla Baladi
A Tabla Baladi é semelhante à nossa zabumba (porém maior), um tambor com duas "faces", tocado com duas baquetas: uma grande, que faz o som grave, com a mão direita e, com a mão esquerda, uma vareta que faz os sons agudos.
Ela é tocada dependurada no ombro por uma faixa, o que dá liberdade de movimento ao músico, que muitas vezes sai da banda para tocar junto à dançarina.

Nai
flauta de junco bem simples, com origens na civilização suméria.
Tem as duas pontas abertas, com 5 a 7 (mas normalmente 6) furos na frente, para os dedos tocarem, e um furo em baixo; mas sem bocal.
É tocada soprando obliquamente na extremidade superior. O som que produz é delicado e brando e, dependendo da força do sopro, os som sai em uma oitava acima ou abaixo, e escalas de tons diferentes podem ser conseguidas com naiat de comprimentos diferentes.
É o mesmo esquema das flautas-doces do ocidente.
É com certeza muito antiga - os arqueologistas encontraram evidências de sua presença no Egito Antigo do terceiro milênio a.C..

Mijuiz
Mijuiz significa, literalmente, 'duplo' em árabe, e é um tipo de clarineta de junco dupla, popular na Síria, Líbano e Palestina.
Os dois tubos de junco são idênticos, pregados com piche ou cera de abelha, têm cinco ou seis furos cada um. Dentro de cada tubo tem um outro tubo menor, partido de forma que vibre para produzir o som. Diferente de outras flautas, a mijuez e outros tipos de clarineta dupla são tocadas com o bucal todo dentro da boca, por um método chamado "repiração circular", que permite ao músico produzir um som contínuo e ininterrupto.
Um exemplo de respiração circular é a gaita usada geralmente para o blues,natural de Nova Orleans,ela também tem o mesmo método de som ininterrupto.
É predominantemente usado para companhar o dabke, uma dança de fila, em casamentos e outras ocasiões festivas. Ele é um dos instrumentos de sopro mais antigos.
Ud
O ud é um instrumento antigo, provavelmente de origem persa, desenvolvido durante a época áurea árabe para o que é hoje. É provável que os primeiros udes eram feitos de uma peça única de madeira. Na época da Espanha moura, o corpo adquiriu seu característico formato abaulado.
Diz a lenda que o 'ud foi inventado por Lamak, descendente direto de Caim; quando o filho de Lamak morreu, ele pendurou em uma árvore seu esqueleto, que tomou a forma do 'ud (uma contradição entre tradição mitológica e a arqueologia, que aponta um processo de evolução da lira para o 'ud). O mito atribui a invenção do mi'zaf (lira) à filha de Lamak.
O 'ud é constituído de uma caixa acústica grande com um braço pequeno, o que o distingue dos alaúdes de braço comprido (tanbur, saz, baglama, setar etc). O corpo evoluiu muito sua forma, que era de pera (formato ainda encontrado nos qanbus).
O braço é chamado de raqba ('pescoço') ou zand ('pulso'). Ele vai desde a boca até uns 20cm depois do corpo. Esse comprimento é importante na construção do instrumento, pois determina a quantidade e intervalo das casas, interferindo nas maqamat. Atualmente, no Egito, o comprimento do braço varia de 18 a 20,5cm. É padronizado em 20cm na Síria, e pode chegar a 24,5cm num modelo marroquino, o 'ud 'arbi ('ud árabe).
O 'ud de cinco cordas é o mais comum e popular (existem também de 4, 6 ou 7 cordas). A afinação do instrumento, que variava muito no século XIX, está se padronizando: de grave para agudo: yaka = sol; ushayran = lá; duka = ré; nawa = sol; kardan = dó.

Snujs são simbalos sonoros de metal, geralmente bronze, se parecem com pratos de baterias mas em tamanho diminuto, são tocados com os dedos, usa-se 4 pratinhos formando 2 pares um em cada mão, eles dão um toque especial a musica quando tocados, tem um som limpo bastante reverberizado, pode ser tocado pela bailarina ou um musico que a acompanhe.

DANÇATERAPIA

                             Vamos utilizar , aqui, da definição exposta no site do Centro Brasileiro de Dançaterapia, que por sinal bem clara:
                     Dançaterapia é uma abordagem corporal, voltada ao conhecimento pessoal que estimula o movimento criativo e a espontaneidade do corpo, motivando a comunicação e a integração entre as pessoas, procurando oferecer-lhes confiança para transformar o  eu não posso por uma nova atitude do corpo que diz: Sim, eu Sou Capaz.
                      Fundamentada na metodologia criada pela bailarina argentina María Fux e na transpessoalidade, a Dançaterapia busca utilizar os recursos artísticos, educacionais e terapêuticos da dança para encontrar as pessoas e auxiliá-las a descobrir caminhos, superar os desafios e viver mais felizes. 
 
                     Através do trabalho criativo e a conexão com a natureza e o cosmos, a Dançaterapia busca preservar a energia e o equilíbrio do ritmo interno do corpo, vindo beneficiar e integrar pessoas de todas as idades, portadoras ou não de necessidades especiais. Sua prática regular estimula as potencialidades que todos têm mas que estão escondidas - despertando áreas adormecidas em todo o corpo e oferecendo infinitas possibilidades de criação, expressão, e emancipação do ser humano. Como recurso complementar, a Dançaterapia vem desenvolver a consciência do corpo, suas possibilidades (habilidades e talentos) e seus limites.
                      Dançaterapia é convivência. Cada encontro de Dançaterapia é como cada momento da vida em que o novo sempre está presente num contínuo processo de transformação e desenvolvimento do movimento criativo. Onde emoções e sentimentos humanos, como medo, raiva, tristeza, culpas, angústias vão aos poucos sendo transformados em prazer, alegria, esperança, ternura, aceitação e compreensão, sempre estimulando mudanças positivas naqueles que a praticam.
                      Em Dançaterapia trabalha-se o movimento para transformar a rigidez do corpo em elasticidade. Procura motivar a alegria e a vontade de viver, visando atender às necessidades das pessoas na busca por uma qualidade de vida melhor. Trabalha o prazer, a concentração, a paciência, o acolhimento, o respeito às diferenças e a ternura com profundidade, sendo a Dançaterapia um caminho que leva ao auto-conhecimento, à meditação e ao relaxamento.  Utiliza a dança para sair do isolamento e para aceitar as diferenças, resgatando a diversidade e a autenticidade num mundo marcado por estereótipos e padronização de estilos, formas e gestos. Na contramão da massificação da cultura, o movimento desenvolvido na Dançaterapia se renova constantemente, transformando a dança em exercício de humanização, espiritualidade e compreensão entre os indivíduos.
                       
                                  Através da integração a Dançaterapia busca o prazer de viver e por meio de um diálogo corpóreo abre possibilidades de novos caminhos que auxiliam as pessoas a conviver e a lidar melhor com diferentes situações como ansiedade, desequilíbrios, falta de auto-estima, timidez, obesidade, stress, medos, depressão, isolamento, problemas de relacionamento, distintas deficiências como surdez, problemas motores, de visão, Síndrome de Down, paralisia cerebral entre outros. A conscientização e a auto-descoberta desenvolvidas na Dançaterapia fazem com que o indivíduo desperte para possibilidades ainda não percebidas, criando num novo olhar sobre si mesmo. Um olhar de criança frente ao novo, melhorando a qualidade de vida interna do ser humano e integrando-o na sociedade aonde vive. E onde a experiência e a contribuição de cada um revelam o respeito, a auto-aceitação e a beleza do movimento
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DANÇA DO VENTRE COMO TERAPIA
                    Vivenciamos inúmeras experiências pedagógicas que indicam a abordagem da saúde mental e sobretudo sexual no âmbito da educação pela dança. A dança do ventre é uma maneira clara, simples, direta e ampla para trabalhar a saúde de um grupo . É uma prática alternativa milenar que reduz a complexidade na abordagem da saúde.

                     Essa dança é flexível e sistemática e permite o entendimento de conteúdos e situações diversas que ocorrem com o corpo e a mente. A dança , de um modo geral, é extremamente importante como meio de diálogo, de reflexão e de possibilidades de revisão de conceitos, pois o respeito a si próprio e ao outro está presente em sua prática, que traz aprendizados que podem levar a transformações, reafirmações, concepções e princípios, na busca de uma construção mais significativa de nosso código de valores.

                                Salientamos que nem todos nós estamos dotados de sensibilidade nos nossos movimentos (referindo-nos ao sentido mediante o qual percebemos o esforço muscular, o movimento e a posição no espaço). Assim sendo, praticando a dança, é possível adquirirmos sensibilidade e, conseqüentemente, uma compreensão melhor de tudo que nos cerca. Entendemos que, por meio do som da música, tratamos de refinar nosso sentido de audição; mediante a interação de cores e formas na arte, procuramos refinar nosso sentido da visão; e; mediante a dança, procuramos refinar nosso sentido cinestésico.

                                Assim, estimular nossas reações sensoriais é particularmente importante, mas como fazer isso pode constituir-se em problema, daí a necessidade de orientação para o desenvolvimento da capacidade de diferenciar uma crescente variedade de matizes mais delicadas nas sensações, ou, inclusive, uma única sensação .Esses elementos favorecem-nos a expressão e liberação do corpo e da mente, levando à busca da auto-valorização e do sentido positivo da vida.

                                Toda pessoa que tenha perdido o uso de um de seus sentidos estará incapacitada para refinar essa faculdade, já que não há nada que se possa refinar. O fato de que os outros sentidos tendem a compensar essa perda, demonstra que as sensações recebidas são resultados de uma combinação de diferentes impressões sensoriais, e a dança pode ser um fator importante nessa combinação, na busca da compensação da referida perda e, ainda, da liberação das tensões acumuladas, bem como possibilita a livre expressão corporal e a expansão saudável da sexualidade humana.

                                   Dessa forma, é extremamente importante a prática da dança também no sentido educativo, já que a cinestesia (básico, junto com a contribuição de todos os outros sentidos) tem oportunidade de abrir uma porta que possibilita a auto-educação, o auto conhecimento e a autoconsciência num meio social e objetivo. Isso não será possível, porém, sem um processo consciente e uma compreensão intelectual dos elementos implicados.

                                   A sensibilidade cultivada para o movimento e sua percepção é parte necessária de nossa capacidade de nos relacionarmos com nós mesmos, com o mundo e com os outros. Ao dançar, podemos experimentar relações em que se realça a consciência de si mesmo e dos demais. O sentido de prazer que a dança pode nos oferecer, ajuda-nos a achar harmonia e adquirir maior sentido de pertinência. Com esse fim, nosso impulso interior para o movimento deve se vitalizar e orientar-se para uma expressão plena e estruturada pela dança, em especial a dança do ventre, melhorando, assim, a saúde física e mental.

                                   Essa dança, porém, não pode ser vista como um mero exercício: ela faz parte de uma tradição muito antiga, ligada ao culto da terra e do útero poderoso da deusa. Os procedimentos da dança do ventre são sérios e merecem respeito das coisas transcendentais e sagradas.

                        Conhecida há 6 mil anos, a dança do ventre surgiu, ao mesmo tempo, no Egito, na Mesopotâmia e na região do Pacífico. Pela necessidade de oferecer um ritual totalmente dedicado às deusas Isis (no Egito), Isthar e Inana (na Mesopotâmia), nos templos, durante as festas religiosas, surgiu essa dança, também usada na iniciação sexual das jovens e na preparação do parto.

                                   A dança pode ser feita por pessoas de todas as idades, não importando o tipo físico, estado civil nem a religião. A dança do ventre é ligada ao rito de fertilidade, é a modalidade de dança que melhor simboliza a essência da criação, onde se agradecia o milagre da vida, louvando, com dança e oração, o prazer, o nascimento e a sensualidade feminina. Apesar de ter ficado conhecida como uma dança originária da Arábia, ela foi criada como ritual de fecundidade há sete mil anos, por sacerdotisas egípcias.

                                  Nesse tempo, era uma dança secreta e muito importante, só sendo realizada pelas altas sacerdotisas, mulheres importantes e respeitadas na cultura egípcia, sendo proibida a apresentação em público. Com o tempo, foram permitidas apresentações em palácios, e foi aí que a população tomou conhecimento da dança do ventre.

                       Com a invasão árabe e a conseqüente mistura de culturas, a dança do ventre foi disseminada pelos outros países, graças à tradição de viajante e mercador, do povo árabe. Como dança milenar, é uma dança profunda, não merecendo que seja vista com vulgaridade ou banalidade.

                                   No início, a dança do ventre era um ritual sagrado, praticado por sacerdotisas em honra ao deus Rã (SOL). Os movimentos dos braços eram inspirados nos animais, em especial o falcão, e o ventre permanecia exposto. A intenção não era seduzir, mas, sim, exaltar as energias da criação, concentradas no útero. No século XVIII, o imperador francês Napoleão Bonaparte invadiu o Egito e ficou encantado com a dança do ventre. Desde essa época, a dança do ventre vem se fortalecendo como prática alternativa, devido a seus vários benefícios físicos e mentais.
                          Como terapia, faz com que os movimentos dos músculos do ventre massageiem os órgãos internos, regulando o metabolismo e melhorando a circulação. Os movimentos  trabalham os vórtices energéticos do corpo. Em uma aula de nível adiantado, perdem-se 200 cal.


                                      A praticante  passa por uma revitalização, a consciência do próprio valor cresce, desenvolvem-se senso de dignidade e auto-estima. Estando despertos, os sentidos do corpo conduzem à melhoria da saúde, beneficiando pernas e órgãos internos. A pessoa sente-se valorizada depois do contato profundo com suas raízes.

                                   No plano emocional, a dança do ventre atua na transformação das emoções , incutindo, em seu ser, mais feminilidade, mais leveza, mais suavidade e beleza, ao mesmo tempo em que trabalha a confiança e a segurança.

                        A dança trabalha o desbloqueio de sentimentos reprimidos, ajudando a pessoa a liberar verbalmente seus temores, e, no plano mental, o raciocínio torna-se mais ágil, estimula a memória e favorece maior concentração da atenção, despertando a consciência para o momento.

                                    Mais  alguns benefícios que a dança do ventre traz para a saúde física e mental: os exercícios de ondulações e alongamento aumentam a flexibilidade dos músculos, ajudando no controle da ansiedade e outros transtornos psíquicos e melhorando, também, o processo digestivo. Os movimentos circulares e ondulados do corpo, dos braços e das mãos, com contrações e relaxamentos musculares, realizados com o auxílio de músicas de ritmos lentos e suaves, provocaram diminuição da pressão sanguínea e do ritmo respiratório, o que, possivelmente, leva as pessoas a terem reações no metabolismo, as quais se traduziram em um meio efetivo de combate à hipertensão e à enxaqueca.

                       Os exercícios de dança do ventre possibilitam o relaxamento do corpo, resultando numa sensação de bem-estar, o que, provavelmente, está associado à liberação de serotonina pelo organismo. Outro fato que pode estar associado à prática de dança do ventre é a própria defesa do organismo.
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                                      A partir do seu contato com a Dança do Ventre, uma nova subjetivação é construída por uma outra "verdade" que recupera a sua essência perdida.

Fonte: site http:// siqueiraerodrigues.com

segunda-feira, 23 de maio de 2011

INSTRUMENTOS EXÓTICOS

Temos aqui a união de dois instrumentos exóticos, a ocarina é um instrumento de sopro globular feito de porcelana, terracota ou pedra, da família das flautas. É um dos instrumentos musicais mais antigos do mundo e a kalimba um instrumento de percursão africano, também de data a antiguidade, a união desses dois instrumentos deu uma combinaçao perfeita podendo ser facilmente usado nas musicas árabes, vejam o video.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A DANÇA DO VENTRE SEGUNDO JAMAL

Por: Jamal Marzuq

Gosto de ver apresentações de dança do ventre, ou melhor, adoro ver os shows que as maravilhosas bailarinas de dança do ventre dão, assistir um show de dança é ser transportado ao magico mundo antigo das grandes e maravilhosas apresentações, você entra nesse mundo e vive as maravilhosas Mil e Uma Noites dos contos Árabes. A dança traz toda beleza e encanto do mundo oriental, não tem como não ligar a dança as belezas do mundo árabe, seus costumes, sua cultura e culinária, nada melhor que sentar-se em almofadões deliciando-se com a farta mesa assistindo as apresentações de danças, ter em sua volta amigos, boa conversa boa musica isso pra mim é uma qualidade de vida, pois esquecemos de tudo quando vivenciamos esses sublimes momentos, queria poder todos os dias ter momentos assim, seria muito mais feliz.
Desejo que todos pudessem um dia acomodar-se em um canto de uma gostosa sala com os amigos e dividirem um show de dança do ventre, você sentindo as batidas da musica junto com os movimentos dos quadris das bailarinas, o encanto de seus braços ao ar, a beleza de suas roupas detalhadas, o carisma que você recebe das bailarinas durante suas apresentações e enfim o conjunto todo, em uma dança fantástica para seus olhos contemplarem.
Acompanho a dança do ventre há muito tempo, sempre fui um simples espectador, fui a muitos shows, muitas casas de dança, ate em algumas academias, pois não é comum uma presença masculina no meio, fiquei sempre na plateia, mas hoje eu quero entrar nesse mundo maravilhoso, sempre li, assisti, me informei muito sobre tudo relacionado à dança do ventre, aprendi a tocar alguns instrumentos ligados a dança, entre eles os mais conhecidos Snujs e Derbak, fiquei feliz e me revoltei muitas vezes com algumas coisas que acontecem no meio, mas tudo isso me serviu pra amar cada vez mais essa dança milenar.
Hoje me ligo mais de perto à dança do ventre, com o sonho que esta se realizando de montar um espaço destinado a dança, com um padrão de qualidade total as profissionais e aos espectadores, o prazer de levar a todos um pouco desse mundo fantástico.
Quero agradecer a todas as bailarinas maravilhosas que temos aqui no Brasil, muitas que se destacam no mundo, por vocês serem tão sérias, tão dedicadas, esforçadas por realizarem um maravilhoso trabalho, fazendo a dança do ventre cada vez maior, mais bela e séria, parabéns Rakssas.
Que continuem sempre dançando e encantando quem as assiste, uma boa dança a todas.

MUSICAS ARABES

VALE A PENA OUVIR E VER O VIDEO!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A rica e abundante mesa dos árabes

A definição da origem da cozinha árabe é uma tarefa complicada. Alguns acreditam que foi das civilizações que povoaram a região da mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, que se propagou para países vizinhos como Egito, Creta e Pérsia. Nesses rios, além da prática da pesca, já eram usados sistemas de irrigação que cultivavam legumes, cereais e frutas. Da criação do gado aproveitavam-se muito o leite para fazer a coalhada e outros derivados.
As famílias árabes passaram então a cultivar seus costumes de geração a geração persistentemente para que tudo não fosse perdido. Cada família, portanto, possui uma versão única de receitas.
Ao contrário do que muitos pensam, não é só de esfihas e quibes crus que se faz uma boa refeição árabe.
As famosas especiarias do Oriente fazem toda a diferença dessa culinária. Uma imensa quantidade de especiarias – como o açafrão, o cominho, a pimenta síria, a hortelã e o sumac, entre muitos outros – é utilizada no preparo dos pratos. O alho e a cebola também são usados sem modéstia, o que faz com que a cozinha árabe tenha um sabor intenso e marcante.
Além do universo de temperos, a grande marca dessa culinária, combinam-se a abundância de frutas secas, verduras frescas, grãos, nozes, carnes e azeite.
Essa grande variedade de alimentos e especiarias torna a culinária árabe muito saborosa e nutritiva.
A fartura é uma característica da mesa árabe, motivo pelo qual as festas árabes são muito bem vistas.
Os árabes gostam de receber bem, com mesas fartas de comida, o tempo todo, se esta organizando um evento para 10 pessoas, geralmente se prepara comida para 20.
Para os árabes, o comer bem dignifica a existência.
Outra característica da culinária árabe é a praticidade de algumas preparações. As receitas muitas vezes são fáceis de serem preparadas, mas jamais perdem a alquimia dos sabores.
Bom Apetite!!!

Jamal Marzuq











Dicas de Maquiagem Árabe para a Dançarina de Dança do Ventre


 A maquiagem é muito importante para a bailarina de dança do ventre

Nos fragmentos históricos encontrados em terras egípcias, as bailarinas de dança do ventre eram retratadas sempre com os olhos super-maquiados, ressaltando a expressividade do olhar.
Essa expressão que chamamos “olhos árabes” é preservada na atualidade, porque o olhar é um dos principais atrativos da dança, e é a janela da alma da bailarina oriental... É no olhar que passamos toda a emoção e o encanto ao dança do ventre
Antes de Começar...
Antes de começar a se maquiar para sua apresentação de dança do ventre:
1- Limpe o rosto e seque bem;
2- Prenda os cabelos, para que o rosto fique livre;
3- Procure se maquiar em um local com boa iluminação.
O Uso da Base...
A base é indispensável para corrigir manchinhas, sardas... Em primeiro lugar você deve se preocupar com tipo mais apropriado para a sua pele. Existem bases líquidas, cremosas, em bastão e em pó.
Se sua pele é oleosa, fuja das bases gordurosas. Atualmente, existem bases em pó, mas que também podem ser usadas com uma esponjinha umedecida com um pouquinho de água, para cobrir melhor.
Cuidados com o Acabamento...
O Acabamento:
Depois de colocar a base, se necessário, um corretivo (para olheiras ou pequenas acnes, por exemplo), é conveniente passar um pouco de pó translúcido para eliminar o brilho.


As Sobrancelhas ideais numa apresentação de dança do ventre
Devem estar sempre impecáveis e muito bem traçadas. Se você tem falhas ou possui uma sobrancelha ralinha, utilize lápis para corrigir.  .
Só tome cuidado para fazer os traços finos, no mesmo sentido dos pêlos, e para que os desenhos das duas fiquem iguais, não se esqueça: se você é loira, utilize lápis marrom e se é morena, utilize o cinza e o preto.
Os Olhos que falam do seu estado de ânimo na dança do ventre
Deve-se ter uma atenção especial aos olhos, pois eles transmitem nossos sentimentos, e tem um papel importantíssimo na dança do ventre, pois é através deles que nos expressamos e damos vida à dança do ventre.
 Ilumine a pálpebra, combinando com a roupa de dança do ventre:
Se a roupa tem dourado, sombra dourada cai bem, depois, você pode usar um tom mais escuro para fazer o sombreado, um marrom, por exemplo,
 Ou, se a roupa for clara, branco pode ficar muito bonito.
Tenha um bom estojo com cores básicas (tons de marrom cobre, ouro, prata e grafite).
Mas também é bom ousar um pouco. Dependendo, pode-se utilizar uma sombra que combine com a roupa de dança do ventre.
Por exemplo, uma roupa de dança do ventre verde com dourado - ilumine a pálpebra com dourado, faça um leve sombreado na parte externa da pálpebra e esfumace, misturando levemente com uma sombra verde.
Deve-se ter um bom senso ao utilizar cores como rosa, azul, lilás, etc., pode-se conseguir um efeito muito bonito, ou... A catástrofe total!
Cuidado para não ficar caricato!
O Contorno dos Olhos na dança do ventre
O traço do contorno depende muito do seu olho, mas, em geral, ele deve ser fino e delicado no canto interior e mais espesso no final.
 Os olhos devem ser muito bem delineados, pois é uma grande característica da dança do ventre, e sempre deixam um toque de mistério no ar.
Tome cuidado A “puxadinha”, aquele risquinho no canto exterior do olho, que muitas dançarinas orientais fazem, deve ser muito, mas muito sutil. Um risco grande torna o resultado caricato e vulgar. Você vai acabar parecendo uma bailarina de cabaré!
Portanto, tome cuidado e seja sutil e delicada. O traço do lápis deve ser fino, percorrendo toda a linha superior e inferior dos cílios. O delineador pode ser usado no lugar do lápis ou apenas para intensificar o preto.


O Rímel (máscara de cílios)...
Os cílios dão um toque especial ao olhar. Existem muitos tipos de rímel (os que alongam, dão volume, etc.), eu particularmente prefiro os que são à prova de água, porque não mancham, nem escorrem, porém são um pouco difíceis para tirar. Vale a pena investir e comprar um bom.  .
Dica: não “bombeie” o rímel antes de usá-lo, pois isso diminui a sua durabilidade. Para quem é loira, uma boa opção é usar rímel marrom.
O Blush...
Deve combinar perfeitamente com seu tom de pele. Se sua pele for clara, opte por tons de rosa, salmão claro (mas nada de rosa Pink ou vermelho, por favor...).
Se for morena, acobreados são uma boa opção. Pele clara ou morena fuja dos alaranjados! Os “blushes” em bastão ou cremosos, também são uma boa opção.
O blush deve ser utilizado apenas para dar um aspecto mais “saudável” ao rosto.
Para aplicar o blush, sorria e espalhe-o com um pincel redondo na parte mais alta das maçãs do rosto.
A Boca...
Uma boca bem delineada é muito sensual. Use um lápis especial para delinear lábios antes e certifique-se de que o contorno combine perfeitamente com o batom.
Quem tem lábios finos, pode torná-los maiores utilizando um contorno com lápis mais claro, porém se quiser uma boca bem marcada, opte por um tom mais escuro.  As bailarinas egípcias costumavam usar vermelho nas unhas e boca.
 No entanto, é necessário tomar cuidado com essa cor... Alguns são muito berrantes, outros podem escorrer e causar uma verdadeira catástrofe! 
Se você gosta de usar tons de vermelho sangue e vinho, o melhor a fazer é aplicar o batom com um pincel ao invés do bastão, a camada fica mais fina, mais natural e não escorre.
Tal vez você prefira dar mais atenção aos olhos, e nos lábios, fazer um contorno “cor de boca”, passar um “brilhozinho” pra ficar com a boca mais vermelhinha e só.
Outra boa opção são os batons de longa duração disponíveis no mercado, eles são mais “secos”, porém mais macios. Depois que você aplica, ele seca e não escorre de jeito nenhum.
 O inconveniente deles é que alguns às vezes podem rachar depois de algum tempo, devido às “ruguinhas” naturais dos lábios e precisam ser reaplicados.

Cuidado com os Exageros...
A maquiagem exagerada envelhece e se torne pesada.  .
Fazer um arco-íris nos olhos não vai dar melhor efeito do que usar poucos tons em prefeita harmonia. A maquiagem deve ser sensual, mas com um toque de sutileza para não parecer vulgar
. Seu rosto deve ser bonito de ser admirado de longe (como em um show de palco) e de perto (como em um restaurante).  .
Lembre-se: exageros com maquiagem só são permitidos do carnaval. A maquiagem não precisa ser exagerada para ser notada.
Observação...
Ao fim da apresentação de dança do ventre, limpe bem a pele, e tire toda a maquiagem, utilize produtos sem álcool. Lave bem o rosto com um sabonete cremoso (os de erva doce são ótimos), ou próprio para o rosto. Em seguida, passe um tônico e um hidratante.
Para retirar a maquiagem dos olhos, use removedores específicos para este área, pois a região da pálpebra é delicada.
Hidrate sempre os lábios e jamais durma maquiada! Isso é um atentado à pele.

fonte: site odaliscascostumes.com

segunda-feira, 16 de maio de 2011

RITMOS ARABES

Por: Jamal Marzuq

Não há dança do ventre sem musica, ou sejamos mais específicos, não há dança do ventre sem ritmo. O ritmo que faz toda a mecânica da dança do ventre acontecer, os movimentos de quadris, de braços, de pés, a dança ora devagar, ora rápida, onde a bailarina irá improvisar, irá criar novas coreografias, enfim, existem muitos ritmos árabes, citaremos apenas alguns e mais conhecidos em uma breve descrição:
Ayubui - É um ritmo de compasso 2/4, ele pode ser lento ou rápido.
Baladi - Ritmo de compasso 4/4.
Maqsoum – ritmo de compasso 4/4. Ele é bem parecido com o Baladi.
Falahi – compasso 2/4. É a versão rápida do maqsoum, é um ritmo constante e acelerado.
Malfuf – compasso 2/4. É um ritmo constante, podendo ser lento ou rápido.
Masmudi - Ritmo de compasso 8/4. Parecido com o Baladi, só que mais longo, pois seu compasso é de 8/4, enquanto o Baladi é 4/4.
Said - Ritmo de compasso 4/4. É um ritmo bem marcado e alegre.
Soudi - compasso 2/4.
Tschifftitilli – compasso 8/4. O nome é difícil, mas é um ritmo gostoso bem moderado.
Zaffe- compasso 4/4. Bem lento, muito bom para apresentações com objetos (taças candelabros e outros).
Whada wa noz – compasso 8/4.

Eu particularmente, e acho que a maioria das bailarinas, e de quem gosta de assistir as apresentações de dança do ventre, gosto mais do ritmo Baladi, por ser um ritmo alegre, onde se tem uma gama infinita de movimentos por parte da bailarina, onde ela pode criar mais a vontade, com isso tornando a dança mais especial.
Sabemos que o instrumento que dá o ritmo a musica árabe com mais intensidade é o Derbak, praticamente não existiria a magia da musica árabe sem a presença do Derbak, ele é um instrumento de percussão muito versátil, que mesmo sozinho o Derbak faz o show, e muitas bailarinas gostam de dançar apenas ao seu solo. Ele cria uma harmonia entre ritmo e bailarina, o quadril da bailarina e o Derbak conversam entre si, uma sintonia encantadora. Talvez a dança do ventre seja a modalidade de dança mais rica em ritmos, por causa de suas muitas vertentes por diversos países do como Egito e Marrocos no continente Africano, Arábia Saudita, Emirados, Iraque, Líbano e Síria na Ásia e Turquia e Grécia na Europa. Que seja sempre grandiosa a dança do ventre no mundo, que seja cada vez mais colorida com seus ritmos diversos, com as novas técnicas, as novas coreografias, e a criatividade das mestras.
Boa dança a todas.